quarta-feira, 13 de abril de 2016

Mulheres, é preciso resistir aos ataques em nossos direitos e derrotar o projeto que sucateia os serviços públicos!

NÃO AO  PLP 257/16! NÃO VAMOS PAGAR PELA CRISE!

Por Ivanilda Reis, coordenadora da FASUBRA e membra do MML RJ

Em um País em que menos de 4% de tudo que se arrecada é destinado ao investimento com Políticas Públicas, em que  aumenta a cada dia o número de  famílias que são mantidas financeiramente por mulheres, uma sociedade machista na qual as mulheres recebem até 30% menos que os homens e apenas 5% ocupam cargos de chefia, não há dúvida de que todos os projetos de retirada de direitos atacam com mais intensidade as mulheres trabalhadoras.

Por não existirem políticas públicas que garantam creche públicas suficientes, parte do salário é destinado para este fim. A tripla jornada é uma realidade na vida das mulheres, pois ainda hoje lhe é cobrada a responsabilidade pela educação dos filhos e os afazeres domésticos. Estas mulheres ainda precisam atender a exigência do mundo do trabalho e estudar, se qualificar cada vez mais. 

Diante desta realidade o PLP 257/16- Projeto de Lei de Autoria do Executivo, que faz parte do pacote de ajuste fiscal iniciado pelo governo Dilma no final de 2014, que traz medidas que visam manter o congelamento de juros e amortização da dívida ao sistema financeiro e aumentar a arrecadação da União, atingem diretamente o serviço público e programas sociais, mas ao ser aprovado, trará danos ainda mais nefastos para as mulheres trabalhadoras.

A não realização de concursos públicos como prevê o PLP 257/16, significa na prática mais sucateamento em todos os serviços públicos utilizados pela população. Tornando ainda mais difícil, por exemplo, o atendimento especializado para as mulheres na rede pública. Além de ser mais um limitador para a entrada das mulheres no mercado de trabalho, visto que os concursos são uma forma de superar avaliações machistas e racistas como ter que responder a quesitos de boa aparência ou a investidas de assédio sexual.  

O PLP 257/16 prevê ainda um grande ataque as mulheres com as mudanças na Aposentadoria, acabando com a diferença de tempo de trabalho para a aposentadoria, em relação ao homem e aumentando ainda mais o tempo de permanência no trabalho para que se tenha direito a aposentadoria. Um verdadeiro ataque a um direito conquistado pelas mulheres na luta.

Esse projeto é uma resposta do governo Dilma, com o apoio da oposição burguesa, para os grandes empresários, banqueiros e todos aqueles que se beneficiam da exploração da mão de obra dos trabalhadores. E  prevê, entre outros;

  •            Não concessão de aumento de remunerações dos servidores a qualquer título, ressalvadas as decorrentes de atos derivados de sentença judicial e previstas constitucionalmente;
  •             Elevação de contribuições previdenciárias dos servidores para 14%;
  •          Reforma do regime jurídico dos servidores ativos, inativos, civis e militares para limitar os benefícios, progressões e vantagens;
  •              Vedação da criação de cargos, empregos e funções ou alteração da estrutura de carreiras;
  •              Suspensão da admissão ou contratação de pessoal;
  •             Implementação de programas de Desligamento Voluntário e Licença incentivada de servidores e empregados.
  •              Redução de 10% da despesa mensal com cargos de livre provimento.


Não vamos pagar pela crise! Esta é a única resposta que nós, mulheres, que somos maioria entre o funcionalismo público e também entre os usuários dos serviços públicos, junto com o conjunto de trabalhadores temos que dar nas Ruas. Temos que ocupar as mobilizações convocadas pelo conjunto dos servidores públicos e com nossas bandeiras, protestarmos contra este ataque aos nossos direitos. Só com uma forte mobilização, uma construção de uma greve geral, barraremos este e outros projetos que retiram direitos dos trabalhadores.

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