sábado, 14 de abril de 2012

Movimento Mulheres em Luta participa do 10º Congresso dos Metroviários de São Paulo

Entre os dias 13, 14 e 15 de abril, ocorre o 10º Congresso dos Metroviários de São Paulo. O Movimento Mulheres em Luta está participando Congresso e vai contribuir na mesa de debates sobre a luta contra a opressão.

O Sindicatos dos Metroviários de SP realizou no início de março seu 8º Encontro de Mulheres que definiu uma série de resoluções de luta contra o machismo, a exploração e os direitos da categoria. Uma das campanhas fundamentais foi a luta contra a violência e o assédio dentro do metrô, campanha da qual o MML se orgulha de construir em conjunto com o Sindicato.

O Congresso está avançando em vários debates sobre a luta e organização da categoria, como a organização da Campanha Salarial, assim com as lutas contra os projetos que privatizam os transportes públicos e atacam os trabalhadores.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Educação Infantil de qualidade: só com professora valorizada!

Nota de apoio à greve da Educação Infantil em BH

Declaramos todo o apoio à luta das(os) educadoras(es) infantis de Belo Horizonte, que se encontram em greve há mais de 20 dias devido ao desrespeito com que são tratadas(os) por parte da PBH e sua Secretaria de Educação. A Prefeitura se nega a considerá-las como professoras e a igualar suas carreiras e salários com os professores municipais – uma luta antiga das educadoras, que possuem a mesma formação profissional (ensino superior) e ganham cerca de 40% menos que os professores do ensino fundamental.

O prefeito Márcio Lacerda se recusa a negociar, ataca o direito de organização e luta das professoras com medidas de repressão interna e mente para a imprensa e para a população dizendo que já apresentou sua proposta – um projeto que apenas muda a nomenclatura do cargo de educadora, mas não unifica as carreiras e não iguala os salários com os demais professores.

O fato de essa ser uma categoria essencialmente feminina, e a concepção machista de que “cuidar” de criança é função de mulheres e, portanto, uma função menos qualificada, contribuem para fortalecer a política de desvalorização dessas profissionais implementada pela PBH. Muitos consideram a Educação Infantil como extensão do trabalho feito pela mulher em casa ou, simplesmente, vêem as UMEIs como local para deixar seus filhos enquanto vão trabalhar.

Nós, do Movimento Mulheres em Luta/CSP-Conlutas, nos solidarizamos com a indignação das educadoras e chamamos todas as mulheres a apoiar essa greve, que é parte da luta pelo direito à Educação Infantil para seus filhos, com vagas para todos e com a qualidade que essa etapa do ensino merece. E não há escola infantil de qualidade sem profissionais valorizados! A luta das educadoras infantis também é parte da luta de todas as mulheres por salários melhores e por terem suas profissões valorizadas – pois as profissões ditas “femininas” ainda continuam sendo as mais desvalorizadas e mal pagas no mercado!

Todo o apoio à greve! Viva a luta das Educadoras Infantis!
Pelo direito de luta e organização sindical! 
Contra a repressão e as mentiras da PBH!

Movimento Mulheres em Luta

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Decisão do STF sobre anencéfalos deve fortalecer a luta pela legalização do aborto no Brasil

Hoje, 12 de abril, o Supremo Tribunal Federal caminha para definir como legal a realização de abortos de crianças anencéfalas, terminologia científica da criança que nasce sem cérebro. Neste momento, o placar da votação dos juizes está em 7 a 1, faltando a votação de apenas 2 juizes.

Segundo o Código Penal atual, o aborto é legalizado apenas em casos de estupro ou em casos de risco de vida da mãe. Como o texto não trata dos casos de anencefalia, os tribunais brasileiros vinham julgando caso a caso, o que fez alguns juizes realizarem uma ação para que o STF julgasse essa possibilidade e ordenasse uma legislação comum.

A possibilidade de uma criança anencéfala sobreviver é muito remota, portanto, obrigar a gestante a viver uma gravidez que não resultará no nascimento normal da criança é uma tortura física e psicológica muito grande. Por mais que pareça um assunto unânime, a votação do STF já teve um voto contrário à liberação e os setores conservadores se organizaram para protestar contra a possível decisão favorável.

O foco dos conservadores é outro
Várias organizações religiosas de católicos e protestantes fizeram uma ato em frente ao STF no dia 11, dia em que iniciou a votação, exigindo que isso não fosse debatido, visando a não aprovação deste caso de aborto.

Alguns manifestantes diziam que é possível a criança sobreviver, a campanha contou inclusive com uma foto divulgada pela internet de uma criança que não possuia cérebro, mas que “podia sorrir”. Além de a foto parecer ser claramente uma montagem, a campanha não dizia quanto tempo de sobrevivência a criança teria, nem tampouco falava sobre o sofrimento da mãe.

Mas o principal argumento dos manifestantes contra a aprovação era de que isso significaria um passo no sentido da legalização do aborto, como é permitido em quase todos os países da Europa, EUA, México, Canadá, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia, etc. Na maior parte desses países, o aborto é permitido até 12 semanas, ou seja, 3 meses de gestação, porque é o período em que sua realização corresponde a menos risco de vida para a mãe.

A depender dos argumentos dos juizes do STF, os setores conservadores podem ficar tranquilos, pois mesmo os que votaram a favor fizeram questão de frisar que são a favor “somente nesses casos” (de fetos anencéfalos), demarcando uma posição contrária a legalização da prática de forma mais geral. Mas a depender do ânimo das lutas das mulheres trabalhadoras, os setores conservadores podem ficar bastante preocupados mesmo, pois essa decisão com certeza anima a luta pela legalização do aborto no Brasil.

O Brasil está na contramão de quase todos os países do mundo, inclusive países mais frágeis economicamente. Essa condição é resultado da forte ofensiva dos setores conservadores e religiosos que impõe concepções religiosas sobre as políticas de Estado e ignoram uma realidade dada e inquestionável em nosso país: o aborto acontece e por ser em sua maioria feito de forma clandestina mata milhares de mulheres todos os anos.

O que fazer diante dessa realidade?
A maior parte das mulheres que fazem aborto no Brasil são católicas e a segunda maior parte são mulheres evangélicas, em terceiro lugar está todas as outras religiões, ou nenhuma delas. Esse dado demonstra que o que motiva a realização do aborto não é a crença religiosa, mas sobretudo as condições para as mulheres terem filhos.

É extremamente irresponsável que o Estado brasileiro siga negligenciando essa realidade, afinal a quantidade de mortes por aborto clandestino – 200 mil por ano – aponta um problema de saúde pública, que deve ser resolvido nesses marcos, ou seja, investimento em saúde para que a prática possa ser realizada com segurança nos hospitais públicos.

Não podemos aceitar que o mesmo Estado que corta verbas da saúde, comprometendo qualquer programa de Educação Sexual ou de distribuição de anticoncepcionais gratuitos, puna as mulheres que por não terem esse tipo de assistência ficam grávidas várias vezes ou ficam grávidas muito novas. E as mulheres trabalhadoras são as que mais sofrem com essa realidade, pois as mulheres ricas podem pagar abortos em clínicas caríssimas e seguras.

Em um país governado por uma mulher, nenhuma delas pode morrer por aborto clandestino!
O aborto é a terceira maior causa de morte das mulheres, além disso, milhares de mulheres sofrem com sequelas de abortos mal feitos, ou feitos nas piores condições. O governo brasileiro já constou que os gastos com o atendimento das mulheres que ficam com essas sequelas é maior do que os investimentos necessários para realizar o aborto nos hospitais públicos brasileiros.

No entanto, o governo do PT (primeiro Lula e agora Dilma) está comprometido com a bancada conservadora do Congresso que condiciona seu apoio ao governo à não realização desse debate no Congresso Nacional e na sociedade brasileira como um todo. Em 2009, o governo Lula assinou o Acordo Brasil Vaticano, que assegura à “santidade católica” que o Brasil não irá mexer na legislação relativa ao aborto. Da mesma forma, a submissão à bancada conservadora fez com que Dilma Roussef, que defendia a legalização do aborto, fizesse uma campanha eleitoral reacionária em relação ao tema e fez com que a nova ministra da Secretaria de Políticas para mulheres, Eleonora Menecucci, antiga árdua defensora da legalização do aborto, recuasse de sua posição.

Essas posturas criaram um cenário favorável ao pólo conservador nesse debate, expressão disso é a existência de um Projeto de Lei em tramitação no Congresso Nacional, que cria o Estatuto do Nascituro e concebe direitos civis ao feto. Com isso, a mãe não poderia ter direito de tirar a vida do mesmo em qualquer circunstância, mesmo aquelas já previstas pelo Código Penal (estupro e risco de vida da mãe).

Avançar a luta: legalizar o Aborto Já!
Diante dessa polarização, a aprovação do STF, ainda que óbvia, abre um cenário importante para que os movimentos sociais brasileiros entrem ainda mais a fundo nessa disputa e nessa luta. Não podemos aceitar que as ideias reacionárias propagadas contra o aborto tomem conta da consciência da nossa classe, que é a classe que mais sofre com a proibição do aborto, sobretudo as mulheres da classe.

Não é verdade que se o aborto for aprovado, as mulheres “vão sair abortando por aí”, porque fazer o aborto não é uma coisa simples, que pode ser feita a cada relação sexual desprotegida. Além disso, em muitos países, como Portugal, a quantidade de abortos diminuiu com a sua legalização e acreditamos que isso deve acontecer porque a legalização deve vir acompanhada de investimento público em saúde que permita atendimento integral à saúde da mulher, com orientações e educação sexual, com distribuição gratuita de anticoncepcionais, e sem burocracia, além do aborto legal e seguro, para não morrer.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

IMPORTANTE: Informativo sobre a creche no Encontro de Mulheres e no Congresso da CSP Conlutas

A garantia de creche para os filhos e filhas dos participantes dessas duas atividades é parte da batalha política para que a maior parte dos ativistas da base das categorias possa participar do Encontro e do Congresso.

Para as mulheres trabalhadoras, essa preocupação é decisiva. O machismo coloca sobre as mulheres toda a responsabilidade com o cuidado e educação dos filhos. Dessa forma, quando as atividades sindicais e políticas não garantem creche, a participação das mulheres é muito comprometida.

Desde a fundação da Conlutas e depois com a fundação da CSP Conlutas, a organização das mulheres no interior da Central tem batalhado para que a responsabilidade com os filhos e filhas não seja um impeditivo para a participação das trabalhadoras nas atividades da Central, nem para os trabalhadores, que também necessitem desse apoio.

Como resultado dessa batalha, hoje não realizamos nenhuma atividade nacional da CSP Conlutas sem que haja creche para que os filhos e filhas dos participantes possam ficar. Isso, com certeza, é uma grande vitória, mas acreditamos que é necessário avançar ainda mais.

Parte desses avanços corresponde à ideia de não tratarmos a organização da creche como um improviso. Para que as mães e pais possam participar das atividades de forma plena e tranquila, a creche deve ser mais do que alguém cuidando, mas um momento em que a criança se divirta, aprenda e não associe as atividades políticas e sindicais dos seus pais à ausência dos mesmos, ou a um momento chato que ela não vê a hora de terminar.

Por isso, para garantirmos uma creche de qualidade, particularmente para o Encontro de Mulheres e o Congresso, atividades que duram 5 dias, é necessário que haja organização em todos os âmbitos. Desde a Secretaria Executiva Nacional da CSP Conlutas e a Comissão Organizadora do Congresso, estamos nos empenhando para termos os melhores serviços neste terreno, dentro das possibilidades financeiras do Congresso.

No entanto, é necessário também a atenção e apoio das organizações das delegações nos estados. Nesse sentido, esse é mais um dos avanços que precisamos concretizar. O desprezo neste aspecto compromete a qualidade da creche e por consequência compromete a participação das companheiras e companheiros que vão utilizar esse direito.

Com essa preocupação, desenvolvemos aqui algumas orientações, para que possamos chegar ao Encontro de Mulheres e ao Congresso com a creche mais bem preparada para receber as crianças e para permitir que as mulheres e homens trabalhadores participem e contribuam da melhor forma possível nas duas atividades.

O cadastro da necessidade de creches aos delegados e delegadas (observadores também) deve ser feito pela entidade responsável pelo delegado/a. No momento de registro das assembleias, há 3 fichas a disposição: ata para eleição de delegados, lista de presença para eleição de delegados e ficha para creche. Essa ficha deve ser impressa e ser passada para os delegados e observadores da entidade, para que eles preencham com nome, idade e necessidades específicas das crianças. Essa ficha deve ser entregue no momento do credenciamento, no Congresso.

Mas para melhor organização, isso não basta, pois precisamos de um mapa prévio da quantidade de crianças. Dessa forma, no momento em que o delegado ou delegada (observadores também) for cadastrado, há uma coluna que pergunta sobre a necessidade de creche, que deve ser preenchida positivamente no caso de o delegado/a necessitar da creche. Ao responder a essa questão, vai abrir uma tela, em que também será necessário preencher com os dados da criança. Esse preenchimento vai nos dar um mapa prévio sobre quantidade de crianças, idade, condições específicas, etc, portanto, é crucial que seja preenchido, o mais rápido possível.

Para o Encontro de Mulheres, é necessário que as responsáveis das delegações enviem um e-mail para encontro.mulheres.cspconlutas@gmail.com, respondendo às mesmas questões contidas na ficha para creche que está no site do Congresso.


Participe do 1º Encontro Nacional de Mulheres da CSP Conlutas!

Para maiores informações, escreva para: encontro.mulheres.cspconlutas@gmail.com


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Participe do 1º Encontro de Mulheres a CSP Conlutas

1º ENCONTRO DE MULHERES DA CSP CONLUTAS
27 DE ABRIL - SUMARÉ/SP
No dia 27 de abril, um dia antes do Congresso da CSP Conlutas, vai acontecer o 1º Encontro de Mulheres da CSP Conlutas, uma alternativa de organização e luta para a classe trabalhadora brasileira. Por essa responsabilidade, é de fundamental importância a organização das mulheres trabalhadoras, com espaços específicos de discussão e organização de suas lutas, mas com a constante batalha para que as demandas das mulheres sejam permanentemente incorporadas pelo conjunto das organizações da classe trabalhadora, como os sindicatos e a CSP Conlutas.

Para participar do Encontro, não precisa ser eleita delegada, por será um Encontro, que vai discutir a conjuntura e a importância da organização de base para as mulheres trabalhadoras. O Encontro terá uma taxa (35 reais) que vai garantir o café da manhã e o almoço do dia 27 (sexta feira). Para maiores informações, entre em contato com a organização do Encontro através do e-mail encontro.mulheres.cspconlutas@gmail.com e não deixe de participar!

domingo, 8 de abril de 2012

Todo apoio às greves: vamos exigir imediata aplicação do “Compromisso Nacional” nos canteiros de obra

Sobre a participação da CSP-Conlutas na Mesa Nacional da Indústria da Construção

A CSP-Conlutas passa a compor a “Mesa Nacional Permanente Para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção” para o acompanhamento do cumprimento do “Compromisso Nacional Para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção”, buscando ser porta voz das lutas, das greves e das reivindicações dos operários e exigir do Governo e das empreiteiras a imediata efetivação do “Compromisso Nacional” em todas as obras, bem como, o atendimento imediato de todas as reivindicações dessa categoria.

As greves dos operários das obras do PAC ocorridas no ano de 2011 obrigaram o governo a estabelecer uma mesa nacional de negociação, envolvendo os empresários, os sindicatos, federações, confederações de trabalhadores da indústria da construção e todas as centrais sindicais. Após oito meses de negociação, no último dia 1º de março de 2012, foi anunciado em Brasília – Pela presidente Dilma – com a presença de centenas de representantes de entidades patronais, de trabalhadores e do governo um acordo denominado: CompromissoNacional Para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Indústria da Construção(De caráter opcional e com um critério de adesão como quis o Governo).

A CSP-Conlutas que esteve no início das negociações com o Governo e que rompeu, em protesto as quatro mil demissões ocorridas em Jirau no auge das mobilizações de 2011, esteve presente no lançamento desse acordo e apoiada na realidade concreta de um novo levante de greves irá compor, a partir de agora, a “Mesa Nacional Permanente para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção” que, formalmente,  terá o papel de acompanhar a implantação do referido termo.

O anuncio desse acordo, com seu caráter de “adesão”, está longe de mudar a dura realidade dos operários nas obras. Em primeiro lugar porque trata-se de um ”Compromisso” que reflete apenas indicativos sobre as condições mínimas de trabalho, mas que tem a sua existência calçada pelo ascenso de lutas e greves de dezenas de milhares de trabalhadores que seguem submetidos a condições degradantes de trabalho, em um dos setores mais explorados de nossa classe, e que por esse motivo se levanta e se enfrenta com os governos, com as empresas, com a repressão e com a ausência flagrante do comprometimento de boa parte de suas “representações” sindicais.

Em segundo lugar, porque só estabelecer o acordo não basta. É preciso colocá-lo em prática. As inúmeras greves que voltaram a explodir nos grandes canteiros, com a mesma intensidade, pelos mesmos motivos mostram que a situação continua como antes. Os trabalhadores seguem sendo tratados com a mesma truculência e/ou conivência dos governantes e arrogância da patronal. Como por exemplo, nos episódios de humilhação e repressão policial praticados pelo o Consórcio Construtor de Belo Monte, bem com as centenas de demissões efetivadas como forma de punir os operários que lutam por melhores condições de trabalho nas diversas obras desse País.

O objetivo do Governo com essa mesa (dirigida pela secretaria geral da Presidência, com nove ministérios, os representantes da patronal e de parte dos sindicalistas alinhados com o Palácio do Planalto) é tentar controlar o movimento, estabelecer um interlocutor e construir uma mesa de gestão política e econômica, a exemplo, do que foram as câmaras setoriais.

O Nosso objetivo é o oposto. É levar para essa mesa o reflexo dessas mobilizações e greves. Vamos atuar aí, e em todos os espaços onde for possível para defender os interesses dos trabalhadores, para exigir do Governo Dilma e das empreiteiras a imediata efetivação do acordo nacional em toda obra, em cada empresa, em cada complexo ou região e essa cobrança devemos fazer permanentemente.

Queremos uma mesma data-base, piso nacional e mesmo salário para os operários em todo o país, cesta básica com valor igual, pagamento de horas-extras e horas in itinere, folga (baixada) de 5 dias a cada 60 dias trabalhados, Plano de Saúde com cobertura nacional para todos os nossos familiares, saúde, segurança, condições de trabalho, alojamento, transporte, refeição de qualidade e ainda a possibilidade de indicação de até sete delegados sindicais de base em cada obra com estabilidade no emprego.

Assim a nossa grande e principal tarefa, ao compor essa mesa, vai seguir sendo a de potencializar a luta direta, a construção da unidade nacional desse setor e a garantia de que esses derrotem as intenções do governo e das empreiteiras com seu “projeto de desenvolvimento” e assim conquistem melhores condições de trabalho e salários.

O fortalecimento do trabalho e organização de base dessa categoria é condição determinante para que nesse processo afirme uma alternativa de direção para esse setor e, consequentemente para a nossa classe, partindo das lutas objetivas até construção e consolidação de relações que nos permitam a legitimidade política para representar e ser representados por esses trabalhadores, apoiando e estimulando sua mobilização permanente.

A CSP-Conlutas utilizará esse acordo, que reflete demandas e orientações sobre condições mínimas de trabalho para buscar ser uma interlocutora dessas lutas e reivindicações. Caso se tente usar esse espaço para retirar algum direito ou para buscar dar legitimidade há algum ataque dos empresários sobre os trabalhadores, seremos veementemente contrários, pois nunca integraremos um espaço que sirva para rebaixar direitos dos trabalhadores visando preservar o lucro dos grandes empresários.

Em cada uma dessas obras os operários da construção estão lutando pelas mesmas coisas, com pautas semelhantes e sob um mesmo grau de opressão e exploração, portanto, devemos exigir imediatamente do Governo Dilma e das empreiteiras:

- Efetivação desse acordo em todas as obras;
- A mesma data-base;
- Aumento geral dos Salários
- Um piso nacional e o mesmo salário, no país inteiro, para os profissionais;
- Cesta básica com valor igual em todo país;
- Pagamento de horas-extras e horas intíneres;
- Folga (baixada) de 5 dias a cada 60 dias trabalhados, com passagens aéreas pagas pelas empresas;
- Plano de saúde com cobertura nacional para todos os nossos familiares;
- Eleição de representantes sindicais de base em cada obra, com direito a estabilidade no emprego;
- Saúde, Segurança, Condições de Trabalho, alojamento, transporte e refeição de qualidade;
- Nenhuma demissão.

Assina: Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular

Fonte: cspconlutas.org.br

Campanha Nacional contra a violência à mulher trabalhadora

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Chega da violência contra as mulheres!

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