terça-feira, 17 de setembro de 2013
Encontro regional do MML em São José dos Campos reúne 100 mulheres
No domingo ensolarado deste dia 15 de setembro, o salão de assembleias do Sindicato dos Metalúrgicos ficou cheio com cerca de 100 mulheres que participaram do 1° Encontro Regional do Movimento Mulheres em Luta.
Foi um grande encontro. Trabalhadoras de várias categorias, como metalúrgicas, professoras, funcionárias dos Correios, assistentes sociais, entre outras, além de estudantes e aposentadas passaram o dia discutindo os problemas que afetam as mulheres, seus direitos e formas de organização para conquistar suas reivindicações.
O encontro teve início com uma palestra da petroleira de Campinas e integrante do MML Laura Leal. Ela falou das manifestações que estão ocorrendo em todo o mundo e destacou o papel das mulheres nesses processos.
Laura falou ainda das políticas do governo Dilma e das ilusões do chamado “empoderamento das mulheres”, por meio dos cargos de chefia e de poder, supostas garantias de igualdade e tomada de decisões.
“Muitos veem hoje mulheres em cargos importantes, como na presidência de países e órgãos internacionais como o FMI e acham que a opressão acabou ou está reduzindo. Mas esses casos são exceção e tem um caráter claro de classe. O capitalismo precisa do machismo e os governos aplicam políticas que, na prática, reforçam a opressão e exploração da mulher trabalhadora”, falou Laura.
Ainda segundo Laura, o governo anuncia programas sociais, mas não garante investimentos e reais condições de atendimento às mulheres. A construção de creches, por exemplo, foram prometidas 6 mil unidades, mas após mais de um ano e meio de mandato, apenas 600 foram, de fato, construídas.
Debates em grupo
À tarde, as participantes do encontro se dividiram em grupos para discutir temas específicos. Foram debatidos temas como a violência doméstica, assédios moral e sexual, saúde da mulher e políticas públicas, como creches e programas específicos do governo para as mulheres.
Nas falas das companheiras, os exemplos de como o machismo e a opressão ainda existem no dia-a-dia das mulheres e como o capitalismo se aproveita desta situação para explorar ainda mais as trabalhadoras. O caso da trabalhadora da Embraer Telma Cristina, vítima de assédio moral e racismo, foi um exemplo.
Mulheres elegem direção regional
Ao final dos debates e relatórios dos grupos, foram aprovadas as resoluções do encontro e eleita a direção regional do MML.
“Realizamos um encontro extremamente vitorioso e demos um importante passo para consolidar nossa organização e nossas lutas. Agora é preparar para o Encontro Nacional do MML que acontecerá em Sarzedo, Minas Gerais, nos dias 5 e 6 de outubro”, afirmou Janaína dos Reis.
O 1° Encontro Regional do MML encerrou com a inscrição de 80 companheiras para o Encontro Nacional, demonstrando que o Vale do Paraíba também terá uma delegação representativa em Sarzedo.
As trabalhadoras aprovaram uma campanha financeira que vai ser feita nas fábricas, locais de trabalho e escolas para garantir os custos da ida da delegação para o encontro nacional.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
CSP Conlutas participa dos tradicionais atos do Grito dos Excluídos neste 7 de Setembro
O tema do 19º Grito dos Excluídos de 2013, tradicional dia de luta no 7 de setembro, é “Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular”. Assim, nesta data, vamos novamente às ruas nos atos promovidos pelas pastorais e movimentos sociais para levantar as nossas bandeiras.
Não consideramos que tenhamos nenhuma independência a comemorar no 7 de Setembro. Para nós, da CSP-Conlutas, é uma data de luta. De lutar contra as privatizações e a entrega de nossas riquezas ao capital nacional e internacional, que se constituem num verdadeiro ataque à nossa soberania nacional. Assim, vamos às ruas com as reivindicações que já estamos levantando desde o dia 24 de abril em conjunto com outras organizações e entidades da esquerda do movimento.
Vamos defender mais investimentos sociais em saúde, educação, transporte e moradia. Assim como levantar a bandeira contra o pagamento da dívida pública que consome mais de 47% do orçamento da União.
Vamos denunciar ainda a vergonhosa entrega do petróleo brasileiro pelo governo Dilma para empresas privadas, visto que foi publicado essa semana o edital do leilão da área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. São reservas estimadas entre 8 e 12 bilhões de barris de petróleo entregue para empresários sanguessugas. A data do leilão está prevista para 21 de outubro.
A juventude da periferia
O tema aprovado para este Grito dos Excluídos pretende denunciar a situação principalmente dos jovens da periferia. A falta de acesso ao mercado de trabalho, de acesso à educação e à saúde e ainda a violência cotidiana a que são submetidos.
De acordo com o Instituto Paulista de Juventude, dos desempregados no país a metade é de jovens e dos que estão empregados há uma quantidade enorme em condições precárias, principalmente no mercado informal.
O instituto denuncia ainda que os jovens também estão excluídos da educação, principalmente nas universidades públicas e federais, apesar do governo ter criado programas de inclusão, tal como o Programa Universidade para Todos (Prouni).
E o mais cruel de tudo isso é a questão da violência e do extermínio enfrentada pelos jovens das periferias que apontam para um genocídio da juventude negra no Brasil, com registros de 50 mil homicídios por ano e, desse total, em mais de 40% das vítimas são jovens.
Assim, para denunciar essa situação a que são submetidos os jovens e os trabalhadores brasileiros, para denunciar a entrega das riquezas do país ao capital privado, a CSP-Conlutas estará nas ruas neste 7 de Setembro.
Fonte: cspconlutas.org.br
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Plenária do MML Alagoas prepara participação no 1º Encontro Nacional do MML
Sarah Mendes, do MML Alagoas
Na tarde do sábado (31), o Movimento Mulheres em Luta (MML), em Alagoas, realizou sua primeira plenária; com o intuito de organizar as mulheres para o I Encontro Nacional do MML e fundarmos o Movimento Mulheres em Luta no estado de Alagoas. Na ocasião, mais de 30 mulheres debateram sobre a importância de se organizarem e de serem atuantes no combate ao machismo.
Dentre os assuntos debatidos na plenária estiveram o Estatudo do Nascituro, os ataques dos governos do PT e PSDB às mulheres trabalhadoras e estudantes, a falta de creches e de delegacias 24 horas no Brasil e a necessidade de lutar por salário igual para trabalho igual. “A nossa luta não é uma luta contra os homens, é uma luta contra a opressão e a exploração. O que o capital quer é isso, o capital quer nos dividir. A classe trabalhadora precisa estar unida nesta luta”, afirmou Laís Gois, professora e militante do MML/AL.
As mulheres presentes se reuniram em grupos de trabalho, que levaram indicativos para a plenária final. Foi tirada uma comissão organizadora e as delegadas para a ida ao Encontro, e a próxima plenária do MML – indicativo de ser no dia 28 de setembro.
ENCONTRO NACIONAL DO MML
Entre os dias 4, 5 e 6 de outubro, vai ocorrer o 1º Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta. Os objetivos deste Encontro são organizar as lutas das mulheres trabalhadoras, atualizar seu programa e avançar na organização e estruturação do MML.
A onda de lutas e manifestações que se desenvolveu a partir da luta contra o aumento das passagens abriu um cenário político muito importante para avançarmos nas lutas pelas reivindicações do conjunto da classe trabalhadora, e por isso também das mulheres trabalhadoras.
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Campanha Nacional contra a violência à mulher trabalhadora
Chega da violência contra as mulheres!


