segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Novas informações sobre o Seminário Nacional

Mulheres em Luta de todo o país, está chegando o nosso Seminário Nacional! Nesse fim de semana dias 16 e 17 de agosto vamos nos reunir em São Paulo para debater a nossa participação nas Greves e Mobilizações que sacodem o país, os próximos passos da Campanha Nacional Contra a Violência e a Elaboração do Estatuto do nosso Movimento.

Para realizar um Seminário bem organizado e que nos arme para os próximos meses é fundamental que nos preparemos da melhor forma possível. Nesse sentido aqui estão algumas orientações para auxiliar as participantes.


1 - O Local Mudou!!!  Devido a problemas de manutenção na Apeoesp o seminário não poderá mais ser realizado lá. Será no Sinsprev, Rua Antônio Godoy, nº88, 2º andar, próximo ao metrô São Bento. Centro de São Paulo - SP. É bem fácil de chegar, fica entre a região da 25 de março e a Santa Ifigênia. 



2 - O prazo de inscrição foi prorrogado até essa terça feira dia 12 de agosto. Isso vale tanto para a inscrição individual de cada participante como também para o envio de textos e inscrição dos painéis. Para fazer a inscrição é só entrar nesse endereço na internet:

Baixar esse formulário no  computador ou copira as informações dele e colar no word. Preencher no word e salvar as alterações. Pagar a taxa de inscrição (PAGAMENTO DA TAXA POR DEPÓSITO: C.C: 10930-4,  AG: 4223-4 Banco do Brasil  csp-conlutas nacional)Scanear comprovante, ou tirar uma foto onde seja possível ler os dados.  Enviar essa cópia do comprovante de pagamento junto com a ficha  de inscrição preenchida como anexo para o e-mail mulheres.emluta.csp.conlutas@gmail.com

É muito importante que todo mundo faça logo sua inscrição.



3- Materiais:  Podem trazer panfletos, revistas, e demais materiais dos seus respectivos sindicatos e entidades. É legal para troca de informações entre as participantes. Os Painéis também são muito importantes, são eles que vão contar para todas as participantes as iniciativas e percursos do MML de cada estado, cidade, entidade.  Os textos de colaboração para acúmulo das discussões também são muito importantes. Eles ajudam a aprofundar previamente as discussões que serão feitas no seminário - os temas da Campanha Nacional de Combate à Violência e Estatuto do MML. É fundamental que todas as participantes tenham contato com eles antes, por isso eles precisam ser enviados para serem publicados a tempo.

4-Alimentação e alojamento: É importante lembrar que são de inteira responsabilidade de cada participante. O evento não disponibilizará alimentação e alojamento. Na região do centro de São Paulo, onde fica o local do seminário, tem muitos hotéis, pousadas, albergues bem como linhas de trem, metrô, ônibus e lanchonetes e restaurantes.

5-Creche: Quem precisa de creche precisa destacar isso na ficha de inscrição. Também precisa trazer roupinhas, lanchinhos, remédios e toda e qualquer coisa que seja necessária para o cuidado da criança durante as atividades do seminário. A creche inicia junto com o início das atividades do seminário. No horário do almoço a mãe deverá pegar a criança e alimentá-la e no retorno das atividades novamente deixá-la na creche. Se houver algum brinquedo que seja importante para a criança e ajude a ficar calma e feliz, também é uma boa ideia trazê-lo.

6-Clima de São Paulo: Estamos no inverno. Por mais que as vezes a temperatura oscile e faça sol, é importante que todas tragam agasalhos para usar caso o tempo esfrie.


Para mais informações seguem os seguintes canais de comunicação do Movimento Mulheres em Luta




quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Movimento Mulheres em Luta participa do Encontro Nacional de Educação

Nos dias 08, 09 e 10 de agosto, Encontro Nacional de Educação no Rio de Janeiro reúne trabalhadores e jovens na discussão e luta por outro projeto de educação no país. As força das mulheres trabalhadoras se fará presente

Em nosso país, a maior dificuldade para as mulheres trabalhadoras conseguirem emprego, ou manterem-se nele, é a falta de vagas em creches públicas. Apenas 18% das crianças de 0 a 3 anos tem acesso às creches no Brasil.

Em sua campanha eleitoral de 2010, a presidente Dilma Roussef prometeu a construção de mais de 6000 novas creches até 2014. Até agora, apenas 7% dessa promessa foi cumprida. Enquanto isso, as mulheres trabalhadoras amargam a dura dificuldade de combinar o trabalho com o cuidado e educação dos filhos.

Mais de 40% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres, o que torna crucial a atenção e investimento do governo na construção de novas creches. Mas infelizmente, não foi isso que ocorreu ao longo de todo o mandato da primeira mulher a presidir o país.

Isso ocorreu, porque ao longo desses anos, Dilma priorizou o pagamento da dívida pública, destinando mais de 40% do orçamento do país para o bolso dos banqueiros. Enquanto isso, a Educação, uma área tão importante para o desenvolvimento do país e melhoria das condições de vida do povo brasileiro, recebeu pouco mais de 4% do orçamento da União.

- 10% do PIB para a Educação Pública Já!
- Creches em período integral, públicas, gratuita e de qualidade!

Por uma Educação “padrão FIFA”! Chega de privatização!
O Plano Nacional de Educação aprovado neste ano toma como estratégia de Educação os programas como REUNI, PROUNI, FIES e PRONATEC, projetos baseados na transferência de recursos públicos para o setor privado e em uma expansão sem garantia de verbas. Essa estratégia é concretizada pelo projeto de financiamento, segundo o novo Plano Nacional de Educação: uma política de destinação do dinheiro público para as empresas privadas, que comercializam serviços na área do ensino. Nesse sentido, os 10% do PIB aprovados para o financiamento na educação não serão exclusivamente destinados para a rede de ensino pública.

De acordo com o PNE aprovado, o investimento na educação será ampliado progressivamente: um mínimo de 7% do PIB no quinto ano de vigência da lei, e 10% do PIB ao fim do período de dez anos. Ou seja, a aplicação, além de não ser exclusiva para a educação pública, será gradual. Em um país com o déficit educacional que vivenciamos, essa forma de financiamento é extremamente insuficiente.

Além disso, a Educação Infantil é privatizada, segundo o novo PNE, pois o texto final aponta que os recursos também serão utilizados para financiar a educação infantil em creches conveniadas, modelo distante do que os movimentos de mulheres trabalhadoras defendem, e também distante do modelo do antigo PNE, que previa a estratégia de ampliação de creches públicas, gratuitas, estatais e de qualidade.

A juventude e os trabalhadores foram para as ruas em 2013 reivindicar a melhoria dos serviços públicos em geral e denunciaram as injustiças cometidas pelos governos que investiram na construção de estádios para a Copa do Mundo, mas não investem o suficiente na educação pública.

A aprovação do PNE vai à contramão dessas reivindicações. Por isso, os movimentos sociais e toda a juventude e trabalhadores que foram para as ruas tem que repudiar este projeto e fortalecer a luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade pata todos e todas.


Por isso, a importância do Encontro Nacional de Educação, que reúne ativistas de todo o país, trabalhadores e estudantes, na batalha pela construção de um projeto educacional pautado no investimento público e na responsabilização do Estado com este serviço tão importante ao desenvolvimento social do país.

No Recife, mulheres protestam contra assédio no transporte público

Elas distribuem alfinetes e pregam: 'Não me 'encoxa' que eu não te furo!' Manifestantes também fizeram referência a assassinato de professora.

Matéria do Do G1 PE


É numa tentativa de combater o assédio no transporte público que o Movimento Mulheres em Luta de Pernambuco (MML) distribuiu panfletos e alfinetes na estação central do Metrô do Recife na manhã desta quinta-feira (7). Com os dizeres “Não me 'encoxa' que eu não te furo!”, o alfinete representa a defesa das mulheres contra o assédio feito por homens dentro dos ônibus e do metrô. A campanha, intitulada “#SomosTodasSandra”, em referência à professora Sandra Lúcia Fernandes que foi assassinada junto com o filho - e o suspeito do crime é o companheiro -, também pede pelo fim da violência contra a mulher.

Maria de Fátima coordena o MML (Foto: Moema França/G1)
Segundo o MML, a ideia é distribuir os alfinetes para que as mulheres entendam que podem se fortalecer e se colocarem contra este tipo de violência no transporte público. “Os ônibus lotados são um pretexto para os homens ficarem perto, passarem a mão. Quando a mulher reclama, ela é taxada como doida, como provocadora daquela situação, mas a culpa é do homem. É preciso que haja uma reeducação”, aponta a coordenadora executiva do MML, Maria de Fátima Oliveira.

A comerciante Valdélia Bezerra já ouviu muitas histórias de parentes e amigas que afirmam ter sofrido assédio dentro de ônibus e metrô. “Eu nunca passei por isso, mas gente da minha família já. Ninguém quer ser assediada, seja com palavras ou toques, não quando você não deu intimidade para isso. Mesmo quando tem intimidade e você não quer, é desconfortável, tem que parar”, conta.

A opinião é compartilhada pela auxiliar de administração Maria das Graças, que diz já ter dado cotoveladas em homens que provocam o assédio. “As cadeiras do metrô desses novos vagões são mais apertadas, quando senta homem perto da gente eles abrem as pernas, colocam os braços que ficam tocando em você, as vezes até no seu seio. Já vi uma senhora reclamar de um homem, ela estava com razão porque ele tinha invadido muito o espaço dela. Ele xingou ela, falou palavrão”, critica Maria das Graças.

Homens também aderiram à campanha (Foto: Moema França/G1)

O fato da culpa recair sobre as mulheres é uma das maiores preocupações do MML. A ideia do vagão rosa, que destina vagões do metrô para serem usados exclusivamente por mulheres no horário de pico em São Paulo, pode se mostrar uma alternativa, mas não vai encerrar o problema. “Há controvérsias, tem um grupo que acredita nisso como alternativo e outro que não acha que vai resolver. Pelo contrário, pode segregar as mulheres, isolando elas. Como sou professora, acredito que é preciso haver uma educação aos homens para que eles entendam que assédio é um desrespeito. Mas na hora do pico em São Paulo, é outra realidade. O problema vai ser minimizado enquanto não tenha uma solução efetiva”, aponta Maria de Fátima Oliveira.

Já a integrante do MML Íris Pontes defende a aplicação da medida. “Nós somos a favor do vagão rosa porque vai minimizar o problema e fazer com que as mulheres tenham mais condições de usar o transporte público com segurança”, alega.

#SomosTodasSandra
No dia 17 deste mês está programado um ato para marcar os seis meses do assassinato da professora Sandra Lúcia Fernandes, que foi morta junto com o filho. O MML mantém um advogado que acompanha o crime e ainda realiza pesquisas para fazer balanços de quantas mulheres são assassinadas por dia no Recife. Ela morreu em fevereiro deste ano, mas do começo de 2014 até março, 44 mulheres haviam sido assassinadas no Recife por motivações machistas, de acordo com os dados do MML.

“O que tem crescido é que a família da mulher também está sendo atingida e assassinada. O motivo é que o homem se vê como dominante, quer ser obedecido”, explica Maria de Fátima. “Temos aquelas expressões 'Maria de José', 'Maria de João', que dizem que não temos identidade e que somos uma propriedade”, acrescenta a diretora do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais de Pernambuco (Sintufepe),  Erivana Cavalcanti.

Cristiane Fragoso era amiga da professora Sandra (Foto: Moema França/G1)

 Por coincidência, uma das colegas de faculdade de Sandra, Cristiane Fragoso, foi abordada pelas militantes feministas na entrada do metrô. As duas estudaram letras juntas numa faculdade do Recife. “Hoje sou técnica em enfermagem e estava no quarto de um paciente quando soube que ela tinha morrido. Fiquei sem acreditar até ver a foto. Ouvi muitas pessoas comentarem que ela era culpada por estar com um homem mais novo que ela e depois fui tomar satisfação. Sandra era uma pessoa muito boa”, relembra.

De acordo com Maria de Fátima, até mesmo em congressos de professores, Sandra foi considerada culpada de ter se envolvido com um rapaz mais novo. “Ouvimos muita gente dizer que ela tinha pedido para morrer, até. Dizendo 'o que ela estava fazendo com um homem tão mais novo?'. Mas o corpo é dela, ela quem decide com quem ela namora e o que faz com seu corpo”, conclui.


Matéria publicada dia 07/08/2014 09h16 no site: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2014/08/no-recife-mulheres-protestam-contra-assedio-no-transporte-publico.html

 


Campanha Nacional contra a violência à mulher trabalhadora

Campanha Nacional contra a violência à mulher trabalhadora

Chega da violência contra as mulheres!

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