segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O Zika vírus ameça, o Governo não investe na saúde pública e as mulheres trabalhadoras são, mais uma vez, penalizadas!

Por Maria Costa, médica e ativista do MML MG 

Até alguns meses atrás a epidemia que mais se falava com o início do Verão era a Dengue. No entanto, este ano o vilão mudou, chama-se Zika e hoje é um dos grandes receios da população brasileira e muito especialmente das  mulheres grávidas.

Estamos assistindo ao surgimento de uma geração de sequelados. O impacto será gigantesco[1] são as palavras da chefe do serviço de infectologia pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, do Recife. Existe essa possibilidade, mas acreditamos que o governo tem os meios para diminuir ao máximo o impacto desta epidemia ainda que para isso tenha que fazer algo que nunca se dispôs a fazer: Colocar os seus recurso financeiros e materiais a serviço da saúde e bem-estar da classe trabalhadora e deixar de financiar banqueiros e multinacionais.

Onde surgiu e o que é o Zika vírus?

O vírus Zika pertence a um grupo de vírus designados flavivírus (vírus amarelos) juntamente com o vírus da Dengue e Febre Amarela. Estes vírus são transmitidos por mosquitos, do gênero Aedes (que significa odioso em grego). Existem várias espécies de mosquito Aedes mas o que circula majoritariamente na América Latina é o Aedes aegypti  (odioso do Egito) e é ele que transmite o vírus no Brasil.
O Zika vírus foi introduzido no Brasil, possivelmente, por turistas que vieram assistir à Copa do Mundo em 2014. Nesse mesmo ano, foi publicado um estudo que conclui que o virús Zika sofreu um processo importante de mutações e que já era possível definir duas linhagens diferentes do vírus: a Africana e a Asiática[2]. É esta última linhagem que circula neste momento no Brasil, Colômbia, Chile, El Salvador, Guatemala, Mexico, Paraguai, Suriname e Venezuela.[3]
Em Fevereiro deste ano (2015) foram notificados, ao Ministério da Saúde (MS), cerca de 6.800 casos de doença exantemática, ou seja com erupções vermelhas na pele,  sem causa definida na Região Nordeste. Todos os casos apresentaram evolução benigna e cura espontânea. Em 29 de Abril, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia anunciaram a identificação do vírus Zika como causador dessa doença. Neste momento o vírus já foi identificado em 20 estados Brasileiros, só estando livres os estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Acre[4], no entanto acreditamos que é apenas uma questão de tempo para que surjam casos nestes estados.

Como é transmitido e que doenças causa o vírus Zika?

Até o momento só a doença exantemática é comprovadamente causada de forma direta pelo vírus Zika. A síndrome de Guillain-Barré e a microcefalia em recém-nascidos, filhos de mães que contraíram Zika durante a gravidez, estão relacionadas com a infecção, mas ainda não se têm a certeza de por qual mecanismo.
80% das pessoas infectadas pelo vírus não apresentam qualquer sintoma e 20% apresentam uma síndrome com a presença de erupções vermelhas na pele (exantema) e coceira, febre, conjuntivite, dores musculares e das articulações e cefaleia. Nem todos os sintomas estão presentes, os três primeiros referidos são os mais comuns.
A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença auto-imune em que o sistema imunológico ataca o revestimento as células nervosas (a bainha de mielina). A doença caracteriza-se por fraqueza muscular de gravidade variável, formigamento e dores musculares. Não existe tratamento específico para esta doença, normalmente as pessoas recuperam totalmente ainda que algumas podem necessitar de fisioterapia para recuperar. Apesar de ainda não ter sido comprovado, acredita-se que haja relação entre a infecção por Zika e a SGB pois tanto no Brasil como na Polinésia Francesa houve um aumento de casos de  SGB durante o surto de Zika. Os estados do Nordeste tiveram um aumento de 50-100% do número de casos de SGB este ano.

A microcefalia não é uma doença em si, mas um sintoma. Medidas como o peso, comprimento/altura e perímetro cefálico variam muito nos seres humanos. Para avaliar estas medidas nas crianças, desde o nascimento, usam-se, no Brasil, as curvas de percentis, elaboradas pela OMS, que podemos encontrar nas cadernetas de saúde infantil. Estas curvas são medidas estatísticas que nos dizem qual a percentagem da população que tem um determinado valor de peso, altura ou perímetro cefálico. Quando se afastam muito da média (percentil 50) podem indicar a presença de doenças. Em recém-nascidos (RN) de termo (mais de 39 semanas de gestação) normalmente é diagnosticada quando o perímetro cefálico é inferior a 32cm, com base nas curvas da OMS, que levam em conta amostras da população a nível mundial.
A microcefalia pode ser causada por várias doenças durante a gravidez (rubéola, toxoplamose, HIV, Sífilis, etc) e também por alguns medicamentos ou drogas como o álcool. Porém, no dia 22 de Outubro deste ano a Secretaria de Saúde de Pernambuco notificou o MS de um aumento dos casos de microcefalia, até então tinham sido registrados 26 casos.[5] Para se ter uma ideia, no final do ano anterior, 2014, tinham sido registrados 12 casos em Pernambuco, ou seja menos de metade.[6] Desde essa data para cá o número de casos aumentou exponencialmente. No momento em que escrevo este texto já são mais de 1700 casos a nível nacional, só na primeira semana de Dezembro o número de casos suspeitos de microcefalia aumentou 41%, passou de 1248 para 1761.[7]
A relação entre o aumento do número de casos de microcefalia e a infecção por zika vírus foi estabelecida por vários fatos entre os quais destaco os mais significativos: 1) entrevistas com mais de 60 gestantes, que tiveram doença exantemática na gravidez e cujos filhos nasceram com  microcefalia, sem histórico de doença genética na família e/ou exames que evidenciassem outras causas de microcefalia; 2) Identificação de casos de microcefalia também na Polinésia Francesa coincidentes com surto de Zika vírus; 3) Identificação do vírus Zika em líquido amniótico de duas gestantes cujo feto apresentava microcefalia, no interior da Paraíba; 4) Identificação do vírus Zika em tecidos de recém-nascido que morreu 5 dias depois do parto, no estado do Ceará, e que tinha sido diagnosticado com microcefalia durante a gravidez.5
A OMS também reconheceu a relação entre a infecção pelo Zika e o aumento de casos de microcefalia, mas afirma que ainda não se pode afirmar com certeza que a infecção pelo vírus seja a causa direta da microcefalia ou se existem outros fatores associados.
A microcefalia não tem cura, só é possível o tratamento de suporte para as doenças neurológicas associadas (epilepsia, por exemplo) e terapias que ajudem a ultrapassar os déficits cognitivos e motores (fisioterapia, terapia da fala, terapia ocupacional).

Aumentam os casos de microcefalia e o governo segue querendo reduzir custos!

A medida que define microcefalia é controversa. Normalmente é estabelecida quando a medida de perímetro cefálico está abaixo do 3º Percentil para a idade e sexo, ou seja 32 cm nos RN de mais de 39 semanas de gestação. Para os RN com menos semanas de gestação/prematuros existem tabelas específicas.
Na primeira nota informativa lançada pelo governo, publicada a 17 de Novembro7, este estabelece como medida de corte 33 cm de perímetro cefálico para notificação de microcefalia. Esta decisão visava aumentar a sensibilidade na detecção de casos de doença. Como disse acima, o perímetro cefálico de 33 ou 32cm não define por si só doença, é um marcador para fazer exames complementares que avaliem se existe ou não doença. Ao estabelecer uma medida de corte mais elevada está-se na prática a aumentar a população que será submetida a exames complementares e acompanhamento médico para diagnosticar se existe ou não doença, o que seria correto na atual situação.
No entanto em nota publicada no dia 7 de Dezembro o governo voltou atrás reestabelecendo a medida de 32 cm para notificação de microcefalia: Até o dia 28 de novembro, o Ministério da Saúde havia recebido 1.248 notificações de casos suspeitos. Todos esses casos têm medida craniana igual ou inferior a 33 cm. Na primeira triagem desses casos suspeitos, muitos dos diagnósticos realizados precocemente e preventivamente já foram descartados. A nova medida visa agilizar os procedimentos clínicos, sem descuidar dos bebês que fizeram parte da primeira lista de casos notificados.[8]
Ou seja, o governo deixa entender que houve RN com 33 cm de perímetro cefálico em que não se comprovou que eram saudáveis, mas que ainda assim a partir de agora só vão ser seguidos os RN com 32 cm de perímetro cefálico para agilizar os procedimentos clínicos. Ou seja, na prática, uma parte dos bebês afetados pode não ser devidamente acompanhada para diminuir os gastos do SUS.
Consideramos que por enquanto se devia manter como medida de referência os 33cm, explicando aos pais que seria apenas uma medida para ter certeza que nenhuma criança doente deixaria de ser acompanhada. Pode ser que no decorrer do tempo se chegue à conclusão que é seguro usar os 32 cm como medida de corte, mas, neste momento, em que se sabe tão pouco do vírus é com certeza uma medida precoce e que tem como único objetivo diminuir custos.

Diante da epidemia, as mulheres trabalhadoras e seus filhos são os principais penalizados!

Neste momento a única solução dada pelo MS às mulheres grávidas é evitar as picadas de mosquito: Evite horários e lugares com presença de mosquitos; Sempre que possível utilize roupas que protejam partes expostas do corpo; Consulte o médico sobre o uso de repelentes e verifique atentamente no rótulo as orientações quanto à concentração e frequência de uso recomendada para gestantes; Permanecer, principalmente no período entre o anoitecer e o amanhecer, em locais com barreiras para entrada de insetos como: telas de proteção, mosquiteiros, ar-condicionado ou outras disponíveis.E ir ao médico se houver alguma alteração no seu estado de saúde...5
Por mais que tomem todos esses cuidados, não é possível garantir que não vai sofrer nenhuma picada de mosquito durante os 4 ou 5 meses que dura a época de atividade do Aedes aegypti, ou seja todas as mulheres grávidas neste momento, por mais cuidadosas que sejam, correm risco real de ser infectadas pelo vírus zika e ter um filho com microcefalia.
Mediante esta realidade, no passado dia 12 Novembro, o diretor do departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, deu o seguinte conselho às mulheres brasileiras: Não engravidem agora. Esse é o conselho mais sóbrio que pode ser dado[9]. Tenho acordo com o conselho, eu e muitos médicos clínicos gerais, obstetras e pediatras que têm sido questionados, respondem: Por favor não engravide agora!. A pergunta que se segue é como?? Como garantir que não se engravida num país em que a distribuição de contraceptivos gratuitos é tão deficiente? Onde pouquíssimas mulheres têm condição econômica de ter acesso a contracepção que não exige toma diária e que por isso é muito mais segura (anel vaginal, adesivos cutâneos, DIU hormonal e de Cobre)?
Tendo noção do paradoxo o ministério da saúde apressou-se a soltar uma nota, no dia 13 Novembro, contrariando Cláudio Maierovitch: Não há uma recomendação do Ministério da Saúde para evitar a gravidez. As informações estão sendo divulgadas conforme o andamento das investigações. A decisão de uma gestação é individual de cada mulher e sua família.
Deveria ser uma decisão individual de cada mulher e sua família mas não é! A mulher que engravida de forma acidental não pode tomar mais nenhuma decisão, o estado já tomou por ela proibindo o aborto.
Essa proibição hoje se torna ainda mais trágica pois não é só a perspectiva de ter um filho não planejado mas também um filho que pode ter enormes problemas de saúde e que vai necessitar de um acompanhamento médico que muitas famílias trabalhadoras não têm condições de proporcionar. Segundo a chefe do serviço de infectologia pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz de Recife, Angela Rocha, é necessário garantir que pais e cuidadores não tenham uma queda muito significativa nos rendimentos. Isso porque a rotina de tratamento desses bebês é intensa. Pais terão de levá-los às consultas muita vezes durante o horário de trabalho.1
Mesmo que se tenha acesso aos melhores contraceptivos nenhum deles é 100% seguro, inclusive quando são usados corretamente falham e podem ocorrer gravidezes indesejadas. Acreditamos que agora, mais do que nunca, é fundamental que as mulheres possam escolher se querem ter um filho, correndo o risco de ser infectadas pelo Zika, ou se não querem correr esse risco, e nesse caso devem ter acesso a realizar um aborto no SUS, gratuito e em segurança.

Por isso, exigimos dos governos medidas concretas para combater o Aedes aegipty e o Zika vírus:
1.               Colocar em prática desde já um plano consequente para o combate ao Aedes aegipty, com medidas de efeito a curto e longo prazo, que passam por contratação massiva de agentes de saúde para a eliminação de focos de reprodução do mosquito, limpeza de descampados especialmente nas áreas urbanas, eliminar todos os lixões a céu aberto, construção de rede de esgoto e saneamento básico em todas as cidades e que sirvam a toda a população;
2.               Disponibilização de todos os recursos financeiros necessários para a pesquisa científica, em instituições estatais, sobre o vírus Zika inclusive para o possível desenvolvimento de uma vacina;
3.               O governo deve distribuir gratuitamente repelentes de qualidade para toda a população, mas de forma prioritária às mulheres grávidas;
4.               Fornecimento gratuito a todas as mulheres em idade reprodutiva de todos os contraceptivos disponíveis, em especial os que não necessitam de toma diária e que por isso tornam-se mais seguros (anel vaginal, adesivos cutâneos, implante subcutâneo, DIU hormonal e de Cobre);
5.               Legalização do aborto por malformação do feto até às 24 semanas de gestação. Todas as grávidas em que for diagnosticada ou houver suspeita de infecção pelo vírus Zika devem ter opção de realizar um aborto, gratuito e pelo SUS, até às 24 semanas de gestação;
6.               Legalização do aborto até às 12 semanas para todas as mulheres que não desejarem engravidar;
7.               Todas as grávidas que não tiverem sintomas devem fazer o teste para saber se estão infectadas com vírus Zika no primeiro e segundo trimestre. A ultra-sonografia morfológica deve passar a ser obrigatória e deve ser realizada entre as 18 e 22 semanas para diagnóstico de microcefalia. No caso de dúvida as mulheres que desejarem devem poder realizar a detecção do vírus no liquido amniótico;
8.               Disponibilização dos melhores tratamentos gratuitos para as crianças com microcefalia  e outras mal-formações congênitas. O governo deve fornecer um subsidio que garanta que as famílias têm todas as condições econômicas de criar os seus filhos com dignidade. Garantia de estabilidade no emprego para todos os pais e mães de crianças com microcefalia e outras malformações congênitas.
9.               Para que possa ser dado o melhor atendimento à classe trabalhadora e em especial às grávidas neste momento exigimos 10% PIB para o SUS já!

Todas essas medidas devem ser incluídas como demandas das lutas da classe trabalhadora, pois só dessa forma conseguiremos garantir com que seja prioridade máxima a vida e a saúde da população, e não os lucros de banqueiros e empresários.









[4] Protocolo de vigilância e resposta à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção pelo vírus Zika / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

NOTA DO MOVIMENTO MULHERES EM LUTA - EM REPÚDIO A AÇÃO DA PM NAS ESCOLAS OCUPADAS

Por LILIAN ALMEIDA, do MML Zona SUL/SP
* A primeira escola alvo da repressão foi a José Lins Rêgo, na zona sul da cidade.



 São tempos em que a luta e a resistência se fazem extremamente necessárias em nosso dia a dia. São tempos de ataques aos direitos das mulheres, principalmente das negras, pobres e periféricas que compõe a classe trabalhadora.

Tempos de ataques do governo Dilma que corta milhões na educação e nas políticas para mulheres;Tempos de promessas de creches que nunca foram construídas.

Tempos de ataques do PSDB que fecham escolas e agridem professores...

Atualmente já são mais de 200 escolas ocupadas em todo o estado de São Paulo, escolas ocupadas por estudantes que dizem não a esse ataque sobre a educação pública, estudantes que dizem não a reorganização e o fechamento de escolas promovido pelo governador Geraldo Alckmin. 

Nestas ocupações estão presentes alunas, mulheres trabalhadoras, crianças, mães e toda a comunidade do entorno das escolas que tentam barrar esse ataque, enquanto do lado de fora o braço armado do estado, a PM capitã do mato sitia e intimida os ocupantes.

Nós, do Movimentos Mulheres em Luta de São Paulo, prestamos nosso total apoio e solidariedade a todas e todos que resistem dentro das ocupações.

Deixamos aqui também nosso total repúdio as ações truculentas da PM, principalmente na ação extremamente violenta ocorrida na E.E. José Lins do Rego na Zona Sul de São Paulo, onde Professoras e Professores, além de alunos foram agredidos covardemente. Policiais intimidavam os presentes com metralhadoras, uma professora foi agredida por 5 policiais homens, além de ter spray de pimenta jogado dentro de sua boca.  


A repressão segue de várias formas, estudantes já foram retirados de dentro das escolas e levados presos; manifestações pacíficas foram arbitrariamente dispersadas. Essas são expressões evidentes do Estado agressor, machista e violador de direitos que temos. 

Seguiremos em luto pelas companheiras violentadas, mas em luta junto aos estudantes em busca de uma educação pública de qualidade para os filhos da classe trabalhadora.

#Não A reorganização das escolas!
#Basta de repressão da PM de Alckmin!
#Em Defesa da educação pública, gratuita e de qualidade!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PELA VIDA DAS MULHERES TRABALHADORAS!

Silvia Ferraro, do Movimento Mulheres em Luta

Treze é o número de mulheres que morrem por dia vítimas de homicídio e o Brasil é o 5º país que mais mata mulheres no mundo, perdendo somente para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia. Muitas pessoas ficaram surpresas com a divulgação dos dados do Mapa da Violência 2015, que demonstrou que o número de homicídios de mulheres aumentou nos últimos anos.

Um país governado há 5 anos por uma mulher, ou há 13 anos pelo PT e que teve aprovada a Lei Maria da Penha em 2006 e neste ano a Lei do Feminicídio não deveria estar vendo uma diminuição dos assassinatos de mulheres? Por mais incrível que pareça a resposta é negativa.

Os dados mostram que de 2007 a 2013, as taxas passaram de 3,9 homicídios para cada 100 mil mulheres, para 4,8 por 100 mil, ou seja, um aumento de 23,1%. Houve uma queda nos homicídios de mulheres no ano de 2007, logo após a promulgação da Lei Maria da Penha, mas já a partir do ano seguinte os números continuaram num crescente. E pelas estimativas, o ano de 2014 confirma a tendência ao crescimento, pois foram 4.918 mulheres assassinadas, 156 a mais do que em 2013.

Mulheres Negras são as principais vítimas

A ilusão da “democracia racial” cai por terra e o racismo se revela, quando vamos verificar quem são as mulheres que estão sendo assassinadas. No intervalo de uma década, de 2003 a 2013, o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, enquanto no mesmo período, os homicídios de mulheres negras aumentaram 54,2%!!

São as mulheres trabalhadoras, negras, pobres e moradoras da periferia que têm pago com suas próprias vidas o preço pela omissão total do Estado, comandado por um governo que não dá a mínima para a vida destas mulheres.

Somente Leis não salvam vidas!

O governo Dilma sempre se apoiou na existência da Lei 11.340/2006, ou Lei Maria da Penha, para fazer discurso que o Brasil era exemplo de combate à violência contra a mulher ou mesmo com a promulgação este ano da lei 13.104/2015, a Lei do Feminicídio. Só que a questão é que as Leis, sem os investimentos necessários, se tornam letra morta e só servem para incrementar discursos. São milhares de casos de homicídios de mulheres que não chegam a ser julgados por ineficiência do sistema. As poucas delegacias especializadas que existem ficam abarrotadas de boletins de ocorrência e de processos que não são encaminhados. É mais do que provado que a impunidade é aliada do aumento de casos.

Quando vamos tratar da prevenção da violência, então é possível entender porque as mulheres, e na sua maioria mulheres negras, estão morrendo. Os casos mostram que a recorrência e a repetição da vitimização é constante na vida das mulheres, ou seja, o ciclo da violência não começa com um homicídio. A cada dia de 2014, 405 mulheres deram entrada em uma unidade de saúde, por alguma violência sofrida. O número de agressões físicas é muito superior às mortes e muitas mortes poderiam ser evitadas se para cada denúncia houvesse de fato mecanismos adequados de proteção. Muitas mulheres denunciam o agressor e depois são obrigadas a voltar para casa ou para situações de exposição que poderão levar ao homicídio.

Mas o Brasil conta com apenas 77 casas abrigo, 226 centros de referência e 497 delegacias especializadas, sendo que muitos destes equipamentos se encontram sucateados. Os recursos federais, que já eram mínimos, destinados à Secretaria de Políticas para Mulheres foram cortados pela metade e a própria Secretaria foi eliminada com a reforma ministerial. Foram prometidas a entrega de 27 “Casas da Mulher Brasileira”, mas o governo federal só entregou duas até agora e provavelmente com os cortes, pare por aí. O ajuste fiscal de Dilma, e de todos os governos estaduais e municipais que também estão aplicando, está produzindo mais mortes de mulheres.

Quem necessita dos mecanismos de proteção são justamente as mulheres trabalhadoras, na sua maioria negras, pois são elas que não tem pra onde ir quando o próprio parceiro é o agressor, sendo que metade das vítimas de homicídios em 2013 foram praticados por um familiar. São elas que estão expostas o tempo todo, pois no dia seguinte à violência sofrida, vão ter que ir trabalhar, pegar o transporte público e andar nas vias públicas. São elas que são agredidas na frente dos filhos e muitas vezes os filhos são agredidos junto com as mães. Por isso, a falta de políticas de proteção e prevenção é fatal para estas mulheres. Cada corte no orçamento é seletivo, vai acabar com a morte de uma mulher trabalhadora e negra!

É este país que retira do Plano Nacional e da maioria dos Planos Municipais de Educação, a educação para a igualdade de gênero, outra política preventiva que os deputados e políticos não estão preocupados em garantir, ao contrário, expressões como o machista, racista e LGBTfóbico Eduardo Cunha, tem sido a regra das casas legislativas.   

Por isso não estranhamos os dados alarmantes do aumento dos homicídios de mulheres. É por isso que o caminho para as mulheres trabalhadoras só pode ser a luta contra o governo Dilma, contra Cunha e o Congresso Nacional e contra todos os governos!


  









segunda-feira, 9 de novembro de 2015

POR DELEGACIAS DE DEFESA DA MULHER NAS PERIFERIAS DE GUARULHOS, JÁ!

Por Rosemar Silva, do MML Guarulhos
Todos os dias milhares de brasileiras são vítimas da violência machista. O Bra­sil é o 7º país que mais mata mulheres no mundo e mesmo sendo mulher, a presi­dente Dilma Rousseff (PT) não tomou medidas consequentes para assegurar a vida, principalmente daquelas que mais precisam – as mulheres trabalhadoras, ne­gras e LGBTs.

Enquanto as políticas públicas para as mulheres não saíram do discurso, o governo Dilma preferiu destinar 50% do orçamento do país para o pagamento de juros aos banqueiros. A Lei Maria da Pe­nha, não consegue sair do papel, princi­palmente por não contar com uma estrutura para sua aplicação. Outro projeto que também não foi efetivado foi a construção da Casa da Mulher Brasileira. Anunciado em março de 2013, até agora as 27 casas prometidas não foram entregues. Além disso, em seu governo foi vetado o kit anti-homofobia, contribuindo ainda mais com a violência contra as mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais.

O fato é que a pre­sidente não priorizou o combate à violência contra a mulher e seu segundo mandato segue da mesma forma. As primeiras medidas do governo após as eleições foram mais ataques e cortes nas áreas sociais e nos direitos históricos das mulheres tra­balhadoras. O ajuste fiscal proposto pelo governo vai no sentido de retirar direitos básicos que atingem diretamente as mu­lheres trabalhadoras como a pensão por morte, o seguro desemprego, a aposenta­doria, o abono e agora a possibilidade da diminuição da jornada de trabalho e sa­lário que torna o orçamento das famílias ainda mais apertado. Em tempos de crise econômica, com a piora das condições de vida e de desemprego as relações huma­nas tendem a se deteriorar. Não podemos aceitar que as trabalhadoras sejam o saco de pancadas pela crise econômica!

Pesquisas recentes sobre o índice da vio­lência contra a mulher no Brasil apontam uma crescente, conforme revelaram os dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, os quais apontam que 77% das mulheres em situação de violência sofrem agressões semanal ou diariamente. Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Bra­sil. A cada dois minutos, cinco mulheres são violentamente agredidas. Uma en­tre cinco mulheres consideram já ter sofrido algum tipo de violência co­metida por algum homem, conhecido ou não.

Na cidade de Guaru­lhos não é diferente, o governo Almeida do PT também não tem ne­nhum compromisso de solucionar o problema das mulheres trabalha­doras que sofrem vio­lência. As moradoras da cidade têm vivido casos assombrosos de machis­mo, causando mortes, violência e a assustado­ra média de um caso de estupro por dia, sendo Pimentas, São João e Taboão os bairros com maior índi­ce de violência contra a mulher. Guarulhos conta com apenas uma Dele­gacia de Defesa da Mulher, localizada no Jardim Santa Mena, região cen­tral da cidade, a qual é insuficiente para o atendimen­to da demanda da cidade e deixa as mulheres morado­ras da periferia sem o atendimento adequado, é na periferia onde mo­ram as trabalhadoras que sofrem com ruas escuras e perigosas, com trans­porte precário e pontos de ônibus distantes de suas casas. A delegacia existente não funciona 24horas nem aos finais de semana, ou seja, não funciona nos momentos que existe mais necessi­dade de atendimento. Para piorar a situação, Guarulhos não possui nenhuma Casa Abrigo, ou seja, muitas mulheres são obrigadas a voltar para a casa do agressor pois o Estado não garante proteção.


As mulheres de Gua­rulhos exigem a imedia­ta implementação e fun­cionamento de DDMs nas áreas mais afastadas do centro da cidade e de difícil acesso, com aten­dimento 24 horas e aos finais de semana, para acolhimento adequado e agilidade no atendimen­to àquelas que sofrem agressões domésticas, sexuais e psicológicas.

Sabemos que esse é um pequeno passo que pode­mos dar frente a opres­são vivida por nós mu­lheres todos os dias. Nós do MML nos or­ganizamos pois sabemos que so­mente com luta e organização poderemos avan­çar no combate a todas as formas de opressão e exploração.

Junte-se ao MML nesta Campanha!
Assine o abaixo-assinado!! Vamos exigir do Poder Público providências imediatas para combater a violência contra a mulher!!

Entre em contato conosco:
Facebook Movimento Mulheres em Luta - MML Guarulhos
ASSINE PETIÇÃO ON LINE

ENTRE NA CAMPANHA PELAS DDMs (Delegacias de Defesa das Mulheres) NA PERIFERIA!

ORGANIZE UM COMITÊ EM SEU BAIRRO OU LOCAL DE TRABALHO, REALIZANDO PALESTRAS, PANFLETAGENS E COLETANDO ASSINATURAS PARA O ABAIXO ASSINADO.


Querem calar as mulheres, mas já aprendemos a gritar! Toda solidariedade à Lola, Juliana Tolezano e Feminismo sem Demagogia!

Por Luana soares e Marcela Azevedo

A crise econômica e política atuam juntas, lado a lado e atinge intensamente a vida dos trabalhadores, em especial a dos setores mais oprimidos da sociedade. O aumento no custo de vida, as centenas de demissões e a falta de perspectiva de grande parte da juventude faz com se intensifique a reprodução de ideologias opressoras como o machismo, o racismo e a LGBTfobia. As últimas semanas foram marcadas por retrocessos importantes no que diz respeito aos direitos das mulheres. Como se não bastasse o debate em torno da redução da maior idade penal, do novo estatuto da família, agora a bancada conservadora ainda se dedica a aprovar o PL 5069, de autoria de Eduardo Cunha e mais 12 deputados de diversos partidos, inclusive do PT e do PSDB, que dificulta o acesso à pílula do dia seguinte para as vítimas de estupro.

O surgimento desses projetos absurdos não é à toa. Dão-se centralmente pela polarização em que se encontra a sociedade. O conjunto dos trabalhadores rompe com o PT e seu governo, fazem greve e resistem aos ataques em seus direitos. A dominação ideológica é um dos caminhos para evitar que a classe veja que é capaz de derrotar a burguesia. Assim, é possível visualizar a movimentação de todos os setores sociais, inclusive os mais reacionários, na disputa da consciência dos trabalhadores.

Eduardo Cunha e sua corja inspiram muitos setores que sem qualquer escrúpulo insultam e ameaçam mulheres, negros e negras, homossexuais, travestis e transexuais de diversas formas. É o caso, por exemplo, da pequena Valentina, de apenas 11 anos de idade,  participante de um reality show da TV Brasileira, que foi vítima de assédio sexual e pedofilia através das redes sociais. Das críticas sem fundamento, mentirosas e desrespeitosas ao ENEM que abordou a violência machista no tema da redação e também uma questão fazendo referência a Simone de Beauvoir. Mas os ataques foram além.

A partir da reação massiva das mulheres, que tomaram as ruas em atos que deixavam evidente que não vamos aceitar a retirada dos nossos já poucos direitos, as páginas de algumas feministas e defensoras dos LGBT’s foram vítimas de retaliação no facebook e chegaram a ser desativadas por alguns dias. Isso aconteceu após a página “Orgulho de ser hétero” ter sido retirada do ar por ter recebido várias denúncias em razão de postagens homofóbicas e machistas. Em resposta, os administradores e seguidores dessa página fizeram uma ofensiva para que as páginas Jout Jout Prazer (Julia Tolezano) e Feminismo sem Demagogia também fossem retiradas do ar, além da nossa querida Lola, do blog “Escreva Lola, escreva!” receber inúmeras ameaças e mensagens agressivas através das redes.A página do MML também foi alvo de comentários vexatórios e ultrajantes. 

A colunista de blogueiras negras, Stephanie Ribeiro, que é também estudante de Arquitetura na PUC de Campinas, após denunciar casos de racismo institucionalizado, sofreu diversos tipos de agressões verbais em seus perfis sociais na internet e até mesmo teve seu armário da faculdade pichado com frases racistas. Perseguição esta que a Universidade não reconheceu. 

 Todas elas são conhecidas por defenderem o direito das mulheres, negros/negras e dos LGBT’s e tem muita referência nas redes sociais. Uma semana antes do ocorrido o vídeo da Jout Jout – Vamos fazer um escândalo - que falava sobre assédio e incentivava as mulheres a fazer denúncias, havia viralizado nas redes, ganhando um dos maiores alcances de seu canal no youtube.

Tudo isso é um grande absurdo, mas sem dúvida alguma, muito insuficiente para enfraquecer e calar a luta das mulheres pelo Brasil inteiro. Tanto que em várias capitais do país os atos majoritariamente organizados por mulheres só crescem. Milhares de nós que se reúnem e fortalecem a mobilização em defesa dos nossos direitos, exigindo o Fora Cunha e denunciando a política de ataques do Governo Dilma. 

Esse é o melhor refúgio para as blogueiras que foram ameaçadas e tiveram suas páginas cerceadas: a certeza de que mulheres são rios, ficam mais fortes quando se juntam. Nós, do Movimento Mulheres em Luta, cobrimos as companheiras de solidariedade e reafirmamos que nenhum instrumento que sirva de porta voz para a luta contra as opressões será apagado. Mesmo tendo concepção e, muitas vezes, opiniões distintas de outras organizações, nos colocamos na defesa intransigente do direito democrático de que todas possam se manifestar. Além disso, exigimos a punição a todos aqueles que ameaçam e violentam psicologicamente as mulheres na internet. 

O papel do PT no avanço do conservadorismo no Brasil

Não é de hoje que o governo do PT abriu mão de defender os interesses dos setores oprimidos para se manter no poder. A carta ao povo de Deus, na qual Dilma afirmava que não tocaria no tema da legalização do aborto caso os setores conservadores apoiassem sua campanha, foi o primeiro aceno de omissão. Depois veio o veto ao kit anti-homofobia também em troca de um favorzinho dos fundamentalistas que na ocasião se calariam frente ao envolvimento de José Dirceu em processos de corrupção. Agora, quando Eduardo Cunha é acusado de desvio de verba pública e segue atacando os direitos das mulheres, negros e lgbt’s, a postura do Governo do PT é mais uma vez o caminho do acordão e nenhuma defesa dos nossos direitos.

        Por isso, não podemos fingir que o nosso único problema é o Cunha. É necessário reconhecer a responsabilidade que Dilma e o PT têm nessa história, são eles os responsáveis pelo espaço que a direita tem hoje no país. Afinal de contas, o vice Michel Temer, é do mesmo partido de Cunha.

Por isso, para além de fortalecer a unidade em torno da defesa das mulheres, é preciso que as lutadoras honestas rompam com o governo e junto com toda a classe trabalhadora possam ditar o seu próprio futuro.



sábado, 17 de outubro de 2015

Outubro rosa: o que é? Pra quem é?


Por Tawnne de Andrade, ativista do MML Zona Leste/SP

publicado originalmente em http://twdeandrade.wix.com/poesia#!Outubro-rosa-o-que-%C3%A9-Pra-quem-%C3%A9/cu6k/561299f50cf2f0ed7a31864c



Outubro rosa é o nome dado a uma campanha realizada todo ano no mês de outubro de prevenção ao câncer de mama. Essa é uma das doenças que mais matam mulheres, no Brasil e no mundo.

Já tive a oportunidade de ver bons exemplos dessa campanha de conscientização em escolas públicas (por iniciativa das coordenadoras e professoras, não do governo, obviamente), e reivindico a importância desse tipo de campanha.

No entanto, escrevo agora não para explicar a questão do câncer em si, mas comentar como esse tipo de coisa é transformado pela mídia em um exemplo muito simples, mas curioso.

Esses dias eu estava no metrô, e infelizmente acabo tendo minha atenção atraída e distraída por aquelas televisões do metrô. Eis que o tema da rápida chamada era o Outubro rosa e fiquei por um instante feliz da TVzinha do metrô se dedicar a conscientizar as mulheres sobre isso. Mas não era bem o que eu esperava.

A rápida notícia era: "Mulheres famosas e câncer", que tinha fotos com legenda de atrizes e artistas famosas e muito ricas que descobriram ter câncer de mama e que conseguiram 'lutar contra a doença' e se recuperar, e hoje estão lindas e ótimas com suas carreiras de sucesso.

Não vem ao caso o nome das artistas mostradas. Elas provavelmente nem sabem que foram citadas nessa propaganda, e é lógico que acho muito bom que elas tenham se recuperado e superado a doença. Não é esse o problema.

O problema é que nenhuma dessas mulheres famosas teve que superar o câncer de mama sendo atendida no SUS. O problema é que nenhuma dessas mulheres artistas teve que superar o câncer de mama ganhando um salário mínimo por uma jornada de 44 horas semanais.

O problema é que essa propaganda esconde o verdadeiro lado de quem é afetado por uma doença dessas e não têm os recursos financeiros.

Força de vontade é importante, mas ninguém cura um câncer sem tratamentos médicos caríssimos. E essa propaganda apresenta aquelas mulheres ricas como guerreiras que superaram o câncer simplesmente porque foram fortes o suficiente. Essa é a ideia que ela passa.

Enquanto isso faltam hospitais, faltam médicos, faltam remédios para o conjunto das mulheres da classe trabalhadora. O câncer é uma doença terrível e dura para todas, certamente não quero menosprezar o sofrimento de nenhuma mulher com câncer.

Mas é muito mais duro ter sua expectativa de vida reduzida porque o Estado não garante saúde pública de qualidade, nem o governo federal petista, nem o estadual psdbista. Os governos têm deixado a saúde pública um caos. Agora com a crise econômica, os cortes estão afetando principalmente as áreas sociais.

Os planos de saúde particular são verdadeiras máfias com objetivo de lucrar, extremamente caros, sem qualidade, o recente caso da falência da Unimed paulistana deixou milhares de pessoas completamente desamparadas. Mas a existência em si de uma rede privada de saúde é um completo absurdo, que só o capitalismo pode permitir, com sua lógica de transformar tudo em dinheiro, inclusive a doença, a vida e a morte das pessoas.

Eu quero sim um Outubro rosa. Mas não acho que todo mundo usar roupas cor-de-rosa ou colocar um lacinho na camiseta pra mostrar que apóia a causa vá resolver o problema.

É necessário divulgar e conscientizar sobre o que é o câncer de mama, é necessário cobrar efetivamente dos governos que invistam verbas na saúde. 

Temos que exigir investimento público em saúde, em hospitais, em distribuição gratuita de remédios. Com campanhas garantidas pelos governos nas escolas públicas para conscientização da juventude. Com o dinheiro dos impostos sendo direcionado a garantir a saúde das mulheres da classe trabalhadora. 

Estatísticas:

"Segundo tipo de câncer mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. No ano de 2010 ocorreram 49.240 novos casos de câncer de mama no Brasil, sendo superado apenas pelo câncer de pele. No ano de 2008, 11.860 mulheres morreram por causa do câncer de mama e 125 homens também morreram por câncer de mama (www.inca.gov.br). O câncer de mama no homem é raro e representa menos de 1% dos casos, e o principal sintomas é um nódulo endurecido atrás do "bico" do peito, principalmente em pacientes acima de 50 anos de idade."
fonte: Estatísticas sobre câncer de mama no Brasil - 
http://www.sbmastologia.com.br/index/index.php/rastreamento-e-diagnostico/60-estatisticas-sobre-cancer-de-mama-no-brasil

"O câncer de mama é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. O INCA (Instituto Nacional do Câncer) publicou uma estatística que prevê 57 mil novos casos para o próximo ano, com cerca de 15 mil óbitos, no Brasil. A doença acomete com maior frequência mulheres entre os 45 e 55 anos de idade."
fonte: Estatísticas apontam 57 mil novos casos de câncer de mama em 2015
http://www.segs.com.br/saude/12118-estatisticas-apontam-57-mil-novos-casos-de-cancer-de-mama-em-2015.html

Campanha Nacional contra a violência à mulher trabalhadora

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