domingo, 8 de abril de 2012

Todo apoio às greves: vamos exigir imediata aplicação do “Compromisso Nacional” nos canteiros de obra

Sobre a participação da CSP-Conlutas na Mesa Nacional da Indústria da Construção

A CSP-Conlutas passa a compor a “Mesa Nacional Permanente Para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção” para o acompanhamento do cumprimento do “Compromisso Nacional Para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção”, buscando ser porta voz das lutas, das greves e das reivindicações dos operários e exigir do Governo e das empreiteiras a imediata efetivação do “Compromisso Nacional” em todas as obras, bem como, o atendimento imediato de todas as reivindicações dessa categoria.

As greves dos operários das obras do PAC ocorridas no ano de 2011 obrigaram o governo a estabelecer uma mesa nacional de negociação, envolvendo os empresários, os sindicatos, federações, confederações de trabalhadores da indústria da construção e todas as centrais sindicais. Após oito meses de negociação, no último dia 1º de março de 2012, foi anunciado em Brasília – Pela presidente Dilma – com a presença de centenas de representantes de entidades patronais, de trabalhadores e do governo um acordo denominado: CompromissoNacional Para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Indústria da Construção(De caráter opcional e com um critério de adesão como quis o Governo).

A CSP-Conlutas que esteve no início das negociações com o Governo e que rompeu, em protesto as quatro mil demissões ocorridas em Jirau no auge das mobilizações de 2011, esteve presente no lançamento desse acordo e apoiada na realidade concreta de um novo levante de greves irá compor, a partir de agora, a “Mesa Nacional Permanente para o Aperfeiçoamento das Condições de Trabalho na Indústria da Construção” que, formalmente,  terá o papel de acompanhar a implantação do referido termo.

O anuncio desse acordo, com seu caráter de “adesão”, está longe de mudar a dura realidade dos operários nas obras. Em primeiro lugar porque trata-se de um ”Compromisso” que reflete apenas indicativos sobre as condições mínimas de trabalho, mas que tem a sua existência calçada pelo ascenso de lutas e greves de dezenas de milhares de trabalhadores que seguem submetidos a condições degradantes de trabalho, em um dos setores mais explorados de nossa classe, e que por esse motivo se levanta e se enfrenta com os governos, com as empresas, com a repressão e com a ausência flagrante do comprometimento de boa parte de suas “representações” sindicais.

Em segundo lugar, porque só estabelecer o acordo não basta. É preciso colocá-lo em prática. As inúmeras greves que voltaram a explodir nos grandes canteiros, com a mesma intensidade, pelos mesmos motivos mostram que a situação continua como antes. Os trabalhadores seguem sendo tratados com a mesma truculência e/ou conivência dos governantes e arrogância da patronal. Como por exemplo, nos episódios de humilhação e repressão policial praticados pelo o Consórcio Construtor de Belo Monte, bem com as centenas de demissões efetivadas como forma de punir os operários que lutam por melhores condições de trabalho nas diversas obras desse País.

O objetivo do Governo com essa mesa (dirigida pela secretaria geral da Presidência, com nove ministérios, os representantes da patronal e de parte dos sindicalistas alinhados com o Palácio do Planalto) é tentar controlar o movimento, estabelecer um interlocutor e construir uma mesa de gestão política e econômica, a exemplo, do que foram as câmaras setoriais.

O Nosso objetivo é o oposto. É levar para essa mesa o reflexo dessas mobilizações e greves. Vamos atuar aí, e em todos os espaços onde for possível para defender os interesses dos trabalhadores, para exigir do Governo Dilma e das empreiteiras a imediata efetivação do acordo nacional em toda obra, em cada empresa, em cada complexo ou região e essa cobrança devemos fazer permanentemente.

Queremos uma mesma data-base, piso nacional e mesmo salário para os operários em todo o país, cesta básica com valor igual, pagamento de horas-extras e horas in itinere, folga (baixada) de 5 dias a cada 60 dias trabalhados, Plano de Saúde com cobertura nacional para todos os nossos familiares, saúde, segurança, condições de trabalho, alojamento, transporte, refeição de qualidade e ainda a possibilidade de indicação de até sete delegados sindicais de base em cada obra com estabilidade no emprego.

Assim a nossa grande e principal tarefa, ao compor essa mesa, vai seguir sendo a de potencializar a luta direta, a construção da unidade nacional desse setor e a garantia de que esses derrotem as intenções do governo e das empreiteiras com seu “projeto de desenvolvimento” e assim conquistem melhores condições de trabalho e salários.

O fortalecimento do trabalho e organização de base dessa categoria é condição determinante para que nesse processo afirme uma alternativa de direção para esse setor e, consequentemente para a nossa classe, partindo das lutas objetivas até construção e consolidação de relações que nos permitam a legitimidade política para representar e ser representados por esses trabalhadores, apoiando e estimulando sua mobilização permanente.

A CSP-Conlutas utilizará esse acordo, que reflete demandas e orientações sobre condições mínimas de trabalho para buscar ser uma interlocutora dessas lutas e reivindicações. Caso se tente usar esse espaço para retirar algum direito ou para buscar dar legitimidade há algum ataque dos empresários sobre os trabalhadores, seremos veementemente contrários, pois nunca integraremos um espaço que sirva para rebaixar direitos dos trabalhadores visando preservar o lucro dos grandes empresários.

Em cada uma dessas obras os operários da construção estão lutando pelas mesmas coisas, com pautas semelhantes e sob um mesmo grau de opressão e exploração, portanto, devemos exigir imediatamente do Governo Dilma e das empreiteiras:

- Efetivação desse acordo em todas as obras;
- A mesma data-base;
- Aumento geral dos Salários
- Um piso nacional e o mesmo salário, no país inteiro, para os profissionais;
- Cesta básica com valor igual em todo país;
- Pagamento de horas-extras e horas intíneres;
- Folga (baixada) de 5 dias a cada 60 dias trabalhados, com passagens aéreas pagas pelas empresas;
- Plano de saúde com cobertura nacional para todos os nossos familiares;
- Eleição de representantes sindicais de base em cada obra, com direito a estabilidade no emprego;
- Saúde, Segurança, Condições de Trabalho, alojamento, transporte e refeição de qualidade;
- Nenhuma demissão.

Assina: Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular

Fonte: cspconlutas.org.br

sábado, 7 de abril de 2012

Resistência Urbana realiza manifestações em oito das 12 cidades-sede da Copa de 2014

A Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos, realizou manifestações em oito das 12 cidades-sede da Copa de 2014, nesta quarta-feira (4), no lançamento da Campanha “Contra os Crimes da Copa – Quem apita é o povo!”. O objetivo dessas manifestações foi de denunciar  as remoções e os despejos de milhares de famílias trabalhadoras em decorrência  das obras da Copa. Além disso, denunciar também o processo de criminalização, com a criação de leis de exceção para os megaeventos (Copa e Olimpíadas).


Em São Paulo, cerca de 700 pessoas organizadas pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) ocuparam as obras do Estádio do Itaquerão. A ação paralisou por duas horas as obras no Estádio.

Em Brasília, o ato foi realizado em frente às obras do Estádio Nacional Mané Garrincha e contou com a presença de 250 manifestantes do MTST.

A manifestação em Curitiba foi no palácio do Iguaçu – sede do governo estadual. Cerca de 150 pessoas organizadas pelo MPM (Movimento Popular por Moradia) protestaram contra o despejo em cinco comunidades.

Em Manaus, cerca de 170 manifestantes do MTST realizaram um ato foi o em frente à Arena da Amazônia.

A Avenida Paulino Rocha que dá acesso ao estádio do Castelão, em Fortaleza, foi bloqueada por mais 100 manifestantes do MTST por 1h30.

Em Cuiabá, cerca de 200 pessoas Comunidade Canaã, ameaçada de despejo,  e membros da Intersindical realizaram um ato público na UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso).

Em Belo Horizonte, mais de 100 pessoas, organizadas pelo MTST realizaram um ato na margem do Anel Viário de BH, onde estão comunidades ameaçadas de despejo.

No Rio de Janeiro, houve panfletagem na entrada dos operários da obra do Maracanã, as 5h30, organizada pelo MTST e pela CSP-Conlutas.

Deu na imprensa

Os atos foram amplamente divulgados pela grande imprensa, veja aqui alguns links dessa repercussão.




















Com informações do MTST

Fonte: cspconlutas.org.br

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Participe do 1º Congresso da CSP Conlutas!

O futuro é tão grande... vamos de mãos dadas 
(Carlos Drummond de Andrade)

Nos dias 28, 29 e 30 de abril, vai ocorrer o 1º Congresso da CSP Conlutas, em Sumaré/SP. A CSP Conlutas é uma Central Sindical e Popular que também organiza os movimentos de luta contra a opressão e o movimento estudantil, entidade à qual o Movimento Mulheres em Luta é filiado.

Esse Congresso tem por objetivo unificar as lutas que estão ocorrendo pelo país. Em que pese o governo Dilma siga com alta popularidade e índices de aprovação, uma parcela importante da classe trabalhadora brasileira está lutando, desde o ano passado, por seus direitos, através de greves, paralisações e manifestações de rua. O maior destaque dessas lutas foram as greves operárias em Jirau, Coperj e Suape, assim como as lutas dos trabalhadores da construção dos estádios da Copa do Mundo e em Belo Monte.

A categoria de professores escreveu, em 2011, um novo capítulo da luta em defesa da Educação Pública no país, com greves que ocorreram de norte a sul, colocando em debate a situação do professor da escola pública brasileira, que sofre com baixos salários, perda de direitos, doenças ocupacionais, etc.

O funcionalismo público, que realizou greves fortes e importantes em 2011, como a greve dos servidores técnico-administrativos das universidades brasileiras, inicia 2012 articulando mais uma forte greve, que se enfrenta com a truculência do governo nas negociações de reajuste e na luta contra os projetos de lei que congelam o salário dos servidores.

Carteiros, metalúrgicos, bancários, petroleiros também estarão presentes no Congresso, expressando suas lutas e a importância da unidade da classe trabalhadora em defesa dos seus interesses e na construção de um novo tipo de sociedade.

A batalha da CSP Conlutas na união com o conjunto de movimentos visa aglutinar todas as esferas da luta da classe trabalhadora: a luta por melhores salários, direitos sociais, moradia, terra, saúde, educação, contra o machismo, o racismo, a homofobia. É por isso que a CSP Conlutas se esforça para dar unidade política e organizativa ao movimento sindical, popular, estudantil e de luta contra as opressões.

Com essa perspectiva, o tema do Congresso é a organização de base, um conjunto de debates, orientações e resoluções que busquem aprofundar, principalmente a partir dos sindicatos dirigidos pela CSP Conlutas, a relação com a base das categorias, para envolvê-la melhor e mais democraticamente nas ações e decisões das entidades. Com isso, buscamos muito mais do que o envolvimento em uma campanha salarial, mas principalmente a compreensão da capacidade que a classe trabalhadora tem para governar e orientar a melhor forma de organizar a sociedade.

É muito importante que os sindicatos, oposições, minorias e movimentos elejam mulheres para compor as delegações, em todas as categorias, para expressar a força da mulher trabalhadora e da sua luta. 46% da classe trabalhadora brasileira é composta por mulheres, portanto, é fundamental fortalecermos a CSP Conlutas como uma alternativa de organização e luta das mulheres trabalhadoras.

O Movimento Mulheres em Luta estará presente no Congresso, por isso, escrevemos uma tese que discorre sobre a conjuntura internacional, nacional, as lutas das mulheres trabalhadoras e a necessidade e importância de a CSP Conlutas lutar contra o machismo dentro e fora da Central. (http://www.congressocspconlutas.org/teses/Tese%20MML.pdf)

No dia 27 de abril, o MML e o Setorial de Mulheres da CSP Conluta vai realizar o 1º Encontro de Mulheres da Central, buscando discutir a luta classista das mulheres e a necessidade e importância da organização de base do ponto de vista das mulheres trabalhadoras.

No dia 1º de maio, a CSP Conlutas vai realizar um grande ato, a partir das 10h, em São Paulo, em comemoração ao dia Internacional do trabalhador, como parte da disputa por conferir ao 1º de maio um dia de luta e de enfrentamento com os governos e patrões e não apenas um dia de festa.

Como parte da batalha por internacionalizar cada vez mais a nossa luta, nos dias 02, 03 e 04 de maio, a CSP Conlutas vai impulsionar uma reunião internacional, que contará com a presença de representantes de entidades e organizações políticas de vários países, com destaque para representantes do norte da África, aonde a luta da classe trabalhadora está tomando proporções fundamentais para a luta contra o imperialismo e o capitalismo em todo o mundo.

Confira o Calendário e Participe!

12 de abril: Prazo para eleição dos delegados e delegadas ao Congresso da CSP Conlutas.
15 a 20 de abril: Eleição dos delegados e delegadas do movimento estudantil e movimentos de luta contra as opressões.
20 de abril: Prazo para pagamento da taxa do Congresso
27 de abril: 1º Encontro de Mulheres da CSP Conlutas
28 a 30 de abril: 1º Congresso da CSP Conlutas
1º de maio: Ato do dia Internacional dos trabalhadores
02, 03 e 04 de maio: Reunião Internacional

quarta-feira, 4 de abril de 2012

1 em cada 3 mulheres sofre algum tipo de violência na América Latina

No último dia 21 de março, uma pesquisa divulgada pela ONU Mulheres revelou que “uma em cada três mulheres sofre algum tipo de violência na América Latina e 16% delas já foram vítimas de constrangimento e abuso sexual alguma vez na vida”.

O número foi demonstrado pelo informe "O Progresso das Mulheres no Mundo", com dados de 2011. O informe ainda apontou que apesar de algumas leis que tem por objetivo o combate à violência terem sido aprovadas, as mulheres do continente seguem sofrendo covardemente com a violência machista.

“De acordo com pesquisas realizadas em nações latino-americanas, 85% das pessoas ouvidas afirmam que a agressão feita pelo marido ou companheiro não tem justificativa, em nenhum caso. No entanto, pensam o contrário 15% dos brasileiros e 20% dos entrevistados no México, Uruguai e Trinidad y Tobago, assim como 10% dos chilenos, diz o estudo”. (www.terra.com.br)

“O documento também destaca que embora a América Latina e o Caribe "possuam uma boa legislação contra a violência doméstica (...) são poucos os países que punem explicitamente esse comportamento, quando ocorre entre quatro paredes, dentro do casamento" - um fenômeno mais comum do que se pensa”. (www.terra.com.br)

Segundo a pesquisa e o informe realizado, as mulheres são 53% da classe trabalhadora latino americana, mas a desigualdade salarial ainda é muito grande, o que coloca vários países da América Latina em posições bem desfavoráveis no ranking da ONU sobre o índice de Igualdade de Gênero.

Fonte: terra.com.br

terça-feira, 3 de abril de 2012

No dia 27 de abril, participe do 1º Encontro de Mulheres da CSP Conlutas!

A partir das 9h da manhã, na estância Árvore da Vida, mesmo local do Congresso da CSP Conlutas, vai ocorrer o 1º Encontro de Mulheres da CSP Conlutas. Os objetivos deste Encontro são debater a conjuntura nacional, considerando a realidade do primeiro governo de uma mulher em nosso país, e compartilhar experiências de organização do trabalho de base do ponto de vista da realidade das mulheres professoras, metalúrgicas, bancárias, carteiras, petroleiras, etc.

A realização desse Encontro busca dar mais peso à luta contra o machismo e a exploração das mulheres trabalhadoras do ponto de vista da CSP Conlutas. Metade da classe trabalhadora é composta por mulheres, por isso é muito importante que uma alternativa de organização da classe trabalhadora, independente e combativa, tenha política e organização específica das mulheres.

No marco do primeiro governo de uma mulher no Brasil, é muito importante reafirmar a CSP Conlutas como um polo de oposição de esquerda ao governo de Dilma e isso também demarcado pela organização interna das mulheres trabalhadoras da CSP Conlutas.  

O Encontro vai reunir as mulheres trabalhadoras delegadas ao 1º Congresso da CSP Conlutas, além de trabalhadoras e estudantes que quiserem participar e debater os temas do Encontro. Para participar, procure seu sindicato, ou os ativistas que constroem a CSP Conlutas no seu local de trabalho, estudo ou moradia.

Para pegar mais informações sobre o Encontro, entre em contato pelo e-mail encontro.mulheres.cspconlutas@gmail.com

Em breve, divulgaremos a programação e orientações sobre taxa e credenciamento, mas não deixe de começar a discussão no seu sindicato, oposição, movimento ou centro acadêmico.

Participe!

Campanha Nacional contra a violência à mulher trabalhadora

Campanha Nacional contra a violência à mulher trabalhadora

Chega da violência contra as mulheres!

Chega da violência contra as mulheres!