A LG é mais uma empresa multinacional que decidiu encerrar sua produção de celulares na região de Taubaté em plena pandemia. Após anos de exploração da mão de obra do país, principalmente das mulheres que são maioria no setor operário de eletro/eletrônico, a empresa vai deixar mais de 800 funcionários jogados a própria sorte.
quinta-feira, 8 de abril de 2021
Todo apoio a greve das montadoras da LG em São José dos Campos e Caçapava
sábado, 27 de fevereiro de 2021
Justiça por Lorena! Mulheres trans tem direito a viver!
Por Frida Pascio, ativista trans do MML SP
Lorena Muniz era uma mulher trans de Recife que tinha um sonho: colocar próteses mamárias de silicone em seus seios. Para isso, ela viajou até São Paulo.
A clínica em que ela foi fazer o procedimento pegou fogo devido ao curto-circuito e Lorena foi “esquecida” desacordada e sedada dentro da clínica. Médico e enfermeiros saíram do local em chamas. Lorena chegou a ser socorrida, mas devido a ter inalado muita fumaça e gases tóxicos, acabou tendo morte cerebral. O caso poderia ser mais um esquecido, dentre tantas meninas e mulheres travestis e transexuais que morrem em virtude de procedimentos, porém, seu companheiro Washington, denunciou e visibilizou o caso, criando uma comoção nacional.
Tudo isso ocorre, pois pessoas trans/travestis não têm acesso ao SUS, não são acolhidas e respeitadas quando procuram esse tipo de serviço, tendo suas identidades, corpos e nome social desrespeitados. Esse é mais um crime contra as pessoas trans, apesar de já termos uma Lei contra crimes lgbtfóbicos no país, infelizmente ela não saiu do papel e não sairá sem nossa luta permanente.
Preços mais em conta e fugir do desrespeito e humilhações que sofrem ao acessar o SUS são as duas razões primárias de um problema de transfobia estrutural. Quando uma pessoa trans não é assassinada literalmente por seus algozes, ela morre assassinada nas mãos daqueles que usam de seus sonhos e desesperos em adequar seus corpos a sua mente e morrem em procedimentos estéticos, desde aplicações de silicone industrial, colocação de próteses de silicone, mastectomia masculinizadora até cirurgias de redesignação sexual clandestina.
Em 2020, o país registrou o segundo maior número de assassinatos trans desde quando a ANTRA começou esse levantamento. O ano com maior número de assassinatos foi 2016. Ainda no ano passado, uma pessoa trans foi morta a cada 48 horas.
Houve um aumento de 41% nos assassinatos em relação ao ano de 2019, quando foram 124 pessoas trans mortas. Os crimes aconteceram, em sua maioria, em locais públicos, 71% e 77% dos crimes foram executados com requintes de crueldade. Essas são as mortes oficiais de mulheres trans do ano passado, mesmo sabendo que os números são subnotificados e, portanto, muito maiores.
Também é importante frisar que 70% dessa população não conseguiu acessar o auxílio emergencial por conta de problemas com as documentações que nem chegam a ter ou que não teve os prenomes e gênero retificados, além de problemas de não ter acesso a uma conta no banco.
O número de assassinatos é muito maior quando se analisa casos como o de Lorena, que não foi e nem será a última, que teve o direito de acesso ao serviço de saúde pública negado e tendo que acessar clínicas clandestinas que não estão preparadas para atender às necessidades de toda essa população. Lorena não foi apenas “esquecida” no meio de um incêndio. Sabemos, que se fosse uma mulher cis, possivelmente ela não teria sido “esquecida”. Seu corpo foi deliberadamente desprezado e deixado para morrer.
Devemos denunciar esse crime junto a Washington, esposo de Lorena há seis anos. Denunciar e exigir punição para médico e equipe. Que a morte de Lorena não seja apenas mais uma que entre nas estatísticas, como de tantas anteriores a ela. Transformemos o luto em luta e lutemos para que pessoas travestis e transexuais possam acessar efetivamente o SUS e ter suas identidades de gênero e nomes sociais respeitados.
Não podemos ser “esquecidas” como mulheres e classe trabalhadora. Precisamos lutar pela unidade da classe, lutando sempre contra as opressões alimentadas pelo sistema capitalista que nos separa e desune.
Basta de violência aos corpos trans! Pelo fim das opressões, construir a unidade da classe trabalhadora, para pôr abaixo o capitalismo! Vidas trans importam!
Acesso digno e sem transfobia ao SUS!
Justiça por Lorena!
terça-feira, 3 de novembro de 2020
NOTA DE REPÚDIO DO MOVIMENTO MULHERES EM LUTA AO DESFECHO DO CASO MARI FERRER!
NÃO
EXISTE ESTUPRO CULPOSO!
A jovem Mariana Ferrer foi
vítima de estupro em Dezembro de 2018, na boate onde trabalhava como promoter, em
Santa Catarina. Segundo seu relato, ela foi dopada pelo empresário André de
Camargo Aranha e levada para um camarim restrito da casa. Um vídeo mostra
Mariana descendo uma escada tonta apresentando um evidente estado de
embriaguez, em sua comanda constava apenas uma bebida, em quantidade
insuficiente para causar o apagão que a jovem teve.
A vítima fez várias
ligações para amigos que estavam no local, pedindo ajuda e para não deixá-la
sozinha com André, mas infelizmente não pode contar com a solidariedade de ninguém.
Chegou em casa aos prantos, com a roupa suja de esperma, sangue e sem a sobriedade
totalmente recuperada.
Mariana Ferrer buscou
forças onde não tinha para denunciar o caso, mas o delegado responsável sequer
pediu as câmeras de segurança da boate, que meses depois, quando solicitadas,
já estavam sem os registros daquela fatídica noite.
O
QUE EXISTE É JUSTIÇA BURGUESA E MACHISTA!
Após meses de
investigação, mesmo não havendo nenhuma dúvida quanto à materialidade e à
autoria do crime, o Ministério público apresentou a absurda tese de estupro
CULPOSO (que não existe na legislação penal) para aliviar a barra do estuprador
e a tese foi aceita pelo juiz.
Segundo a defesa do empresário,
o abusador não tinha como saber se a vítima estava inconsciente, portanto, se
estava de acordo ou não com a relação sexual. Essa é uma argumentação friamente
construída para, mais uma vez, responsabilizar a vítima pela violência que
sofreu. Visto que, o advogado anexou ao processo, fotos de Mariana maquiada e
em posições sensuais, retiradas de seu perfil em redes sociais.
Estamos cansadas de ver
a naturalização do estupro ser justificada pela roupa que usamos, pelo nosso comportamento
ou pelo local onde estamos. Nada disso é salvaguarda para desrespeitar as
mulheres e violentar seus corpos.
O advogado, o ministério
público e o juiz responsável pela sentença que inocentou André Aranha não se
acanharam em construir essa tese e nem de criar um crime que não existe na
legislação brasileira, porque sabem que representam uma classe social, que no
Brasil e no sistema capitalista quem tem dinheiro é colocado acima da lei.
Todas as instituições
da burguesia servem apenas para manter os privilégios de classe e impedir os trabalhadores
de se rebelarem, principalmente os setores oprimidos dentre esses. É por isso
que não podemos nutrir nenhuma ilusão de que a nossa libertação se dará por
dentro desse sistema e que basta denunciarmos o machismo ou mudarmos a cultura
de costumes para superar a opressão cotidiana. Cada vez mais precisamos lutar
com todas as forças para destruir o capitalismo, suas representações e os privilégios
que ele garante a um pequeno grupo.
JUSTIÇA
PARA MARIANA FERRER! PUNIÇÃO PARA O ESTUPRADOR!
Isso não quer dizer, em
nenhum momento, que vamos cruzar os braços e deixar aberrações como essa
acontecer. Não vamos nos calar porque essa violência não foi só com a Mariana,
mas com todas nós. Essa postura do judiciário
abre precedentes para casos futuros, reforçando ainda mais a impunidade e colocando
a vida e a integridade física das mulheres em um risco muito maior.
A cada 8 minutos uma
mulher é estuprada no Brasil. Dentro de casa, no caminho para o trabalho,
dentro da igreja ou até mesmo no hospital. Isso é reflexo do discurso
permissivo e de naturalização que sempre existiram e que se aprofundaram com o
governo Bolsonaro e seus apoiadores, assim como é também reflexo da falta de
investimento em políticas públicas que coíbam tamanha vulnerabilidade.
Temos que organizar a
luta cotidiana em defesa da vida das mulheres e garantir a unidade de toda a classe
trabalhadora para por fim a esse sistema de opressão e exploração! Nós do
Movimento Mulheres em Luta repudiamos esse desfecho e nos colocamos na
trincheira da luta até que essa sentença caia e tenhamos, de fato, a punição a
quem merece!
#NãoExisteEstuproCulposo
#RevogaçãoImediataDaSetença
#PeloFimDaCulturaDoEstupro
#ChegaDeMachismo
#JustiçaParaMariFerrer
#PuniçãoaoEstuprador
#PeloFimdoCapitalismoeSuasInstituições
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
Companheira Benedita Farias, presente!
O Movimento Mulheres em
Luta lamenta profundamente a morte da companheira Benedita Farias, membro de nossa Executiva
Nacional.
Bena, como era chamada,
era trabalhadora da saúde em Belém/PA, dirigente da oposição de sua categoria
no Estado e parte do comitê central do Movimento Revolucionário Socialista (MRS).
Compunha a Executiva Nacional de nosso movimento, eleita no Encontro de 2018.
Uma lutadora incansável na
defesa dos direitos de classe das mulheres e no enfrentamento ao capitalismo,
Bena foi mais uma em nosso país que tombou diante das complicações do covid-19.
Fica seu exemplo de
determinação e persistência na luta, fica a sua memória de mulher trabalhadora
e revolucionária. Seguiremos combatendo o machismo e toda forma de opressão,
assim como seguiremos enfrentando o capitalismo ate sua completa destruição, na
certeza que Benedita Farias estará sempre PRESENTE!!
sábado, 12 de setembro de 2020
Mulheres e mães oprimidas e negligenciadas. Basta de violência obstétrica!
Por Juliana Melim, do MML ES
Das janelas reais ou das janelas virtuais que agora se abrem com mais frequência para uma parcela da população, assistimos ao crescimento dos contágios e das mortes provocadas pelo novo Corona vírus no Brasil e no mundo. No Brasil, nos aproximamos das 150 mil mortes oficiais. Em sua maioria corpos de mulheres, pretos e pobres.
Dados do Sistema de Informação e Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), indicam que o Brasil passa de 200 mortes de mulheres grávidas ou no pós-parto por Covid 19. Esse número corresponde a cerca de 70% das mortes de gestantes e puérperas no mundo e fica mais grave ao sabermos que 22,6% dessas mulheres não tiveram acesso a um leito de UTI.
Ser mulher no Brasil é um desafio histórico e cotidiano. O machismo, as desigualdades sociais, a violência, nos pune, nos abandona, nos mata. Sobretudo as mulheres negras. Além de todas essas expressões da exploração e da opressão, a maternidade, por se tratar, muitas vezes, de um papel socialmente imposto, idealizado e romantizado, também se apresenta como um desafio. As possíveis fases do ciclo reprodutivo transformam-se em risco de morte em um país extremamente desigual, machista e racista. O mais preocupante é que a maior parte das mortes maternas possuem causas amplamente conhecidas pela ciência e poderiam, facilmente, serem prevenidas ou tratadas.
Dados do Ministério da Saúde denunciam que entre 2000 e 2017, morreram, oficialmente, 29.983 mulheres por causas maternas. Se observarmos apenas o ano de 2017 identificaremos 1.718 óbitos maternos. Grande parte dessas mortes poderiam ter sido evitadas com a execução e o financiamento públicos de programas e serviços que garantissem acompanhamento pré-natal, assistência e acolhimento adequados combinados com políticas públicas que reduzissem as desigualdades: direito à educação, inclusive à educação sexual - por isso repudiamos todas as tentativas de aprovação de projetos como o Escola sem Partido. Direito ao trabalho protegido, por isso a necessidade de lutarmos pela revogação da “reforma” da previdência, da “reforma” trabalhista, da ampliação da Lei das Terceirizações, que atacam os direitos vinculados ao trabalho e deixam mulheres e homens da nossa classe jogados no desemprego, na informalidade e nos trabalhos cada vez mais precarizados. Direito ao saneamento básico e à política de saúde. Por isso, defender o SUS é uma pauta fundamental.
A maternidade precisa ser uma escolha consciente e livre das mulheres. E, caso se concretize, precisa contar com uma rede de políticas públicas que assegurem a vida da mãe e da criança. Todavia, sabemos que no Brasil a violação e negação dos direitos atingem, especialmente, as mulheres negras, indígenas, pobres, com baixa escolaridade e que, na triste maioria das vezes, possuem pouco ou nenhum acesso aos serviços de saúde. Negam-se exames básicos, consultas de pré-natal, negam um parto “humanizado” e livre de violência obstétrica, negam o acompanhamento da puérpera, negam a possibilidade de decidir interrromper, de maneira segura, a gravidez, quando nos vemos impossibilitadas ou não desejamos ser mães em determinado momento das nossas vidas.
Que possamos escancarar nossas janelas para entender essa realidade e adensar a luta das mulheres trabalhadoras, negando, agora sim, a sociedade dividida em classes e produtora das desigualdades e parindo, com nossas próprias mãos, uma outra sociedade livre de todas as mazelas.
sábado, 5 de setembro de 2020
05 de Setembro-Dia internacional da mulher indígena
Por Samanta Wenckstern, do MML
O dia 05 de setembro é o dia internacional da mulher indígena. Essa data foi instituída em 1983, em homenagem à Bartolina Sisa, mulher aymara que foi esquartejada e morta no dia 05 de setembro de 1782, durante a rebelião anticolonial de Túpaj Katari, no Alto Peru.
Portanto o dia 05 de setembro é um dia para relembrar a luta histórica das mulheres indígenas do continente e do Brasil e continuar lutando, pois não faltam motivos. As mulheres indígenas são importantes lideranças de movimentos sociais por todo o continente, com diversas pautas, seja pela defesa dos direitos aos povos indígenas, pelo meio ambiente, e por melhores condições de vida.
Os povos indígenas têm lutado e resistido fortemente há mais de 500 anos, lutando contra a colonização, o capitalismo, a expropriação de seus territórios, contra o genocídio e etnocídio.
Desde a campanha do atual presidente Bolsonaro foi declarada uma verdadeira guerra contra os povos indígenas. Bolsonaro já se mostrou totalmente contrário a demarcação de terras indígenas, tem incentivado o desmatamento, a grilagem, o garimpo ilegal e a expropriação dos territórios indígenas. Por isso, as queimadas têm aumentado assustadoramente desde o começo do governo, e os ataques aos povos indígenas tem aumentado dia após dia. O número de assassinatos de lideranças indígenas em 2019 foi o maior em 11 anos.
Não bastando tudo isso, a pandemia atual devido à COVID-19 tem mostrado abertamente o projeto genocida do governo Bolsonaro. A completa falta de políticas públicas e o incentivo a abertura da economia já provocou mais de 120 mil mortos no momento que escrevemos este texto. Os indígenas são bastante afetados pela pandemia, seja por questões sociais, como falta de boas condições para enfrentar a doença, como também fatores genéticos. Segundo o ISA, já morreram 779 indígenas pela pandemia, e muitos destes idosos, que junto com eles, morreram também seus conhecimentos, suas línguas, histórias e saberes. Como muitos indígenas dizem, quando um idoso indígena morre, morre com ele uma verdadeira biblioteca.
Um dos casos mais indignantes de violência aos povos indígenas, foi o desaparecimento de corpos de bebês do povo yanomami que morreram devido à COVID-19. Os corpos não foram entregues às mães, para o devido luto, de acordo com os rituais de seu povo, causando uma dor imensa e um grande desespero.
Porém as mulheres indígenas têm ganho protagonismo cada vez maior em suas lutas, e tem se organizado cada vez mais. Em agosto de 2019 ocorreu em Brasília a I Marcha de Mulheres Indígenas, que reuniu mais de 2 mil mulheres, de mais de 130 povos, que marcharam contra Bolsonaro e pela demarcação de terras, fortalecendo suas lutas e seu protagonismo enquanto mulheres.
No Brasil e na América Latina as mulheres indígenas têm cada vez mais se levantado e têm sido vanguarda na defesa de seus direitos e do meio ambiente.
- Pelo fim do genocídio e etnocídio!
- Pelo fim da violência, prostituição e estupro de mulheres indígenas!
- Pelo direito à diferença: respeito à cultura, tradições e modos de vida indígenas!
- Por políticas públicas específicas de saúde e educação para a população indígena!
- Que os trabalhadores assumam a luta dos povos indígenas para garantir a unidade da classe contra o Bolsonaro e todos que nos oprimem e exploram!
- Contra o Marco Temporal!
- Todo apoio à luta das mulheres indígenas!
- Demarcação já!

quinta-feira, 20 de agosto de 2020
Ela é apenas uma criança
*Por Aluizia Freire, professora e ativista do MML RN
O caso da menina que sofreu abusos, estupro desde os seis anos de idade pelo tio é mais um dos muitos casos que ocorrem todos os dias com meninas e meninos, as meninas estão mais vulneráveis aos pedófilos e estupradores. As meninas são assediadas desde muito novinhas pelos pedófilos, sejam pais, parentes, vizinhos e amigos. São poucas meninas que não são assediadas diariamente, muitas de nós mulheres já passamos por isso, infelizmente.
Muitos pais tem que trabalhar e deixam as crianças aos cuidados de parentes, vizinhos, amigos do pais, muitas das mulheres que tem que trabalhar deixam suas filhas com seus pais, e muitos se aproveitam para assediar suas próprias filhas e filhos.
No caso da menina de apenas 10 anos, violentada sexualmente pelo tio, e que engravidou vítima desse abuso, a mãe teve que procurar a justiça para que a menina tivesse o direito a um aborto legal e seguro, essa menina era submetida aos estupros desde os 06 anos de idade. Só em imaginarmos esse tipo de violência sofremos e imaginamos a situação dessa criança que sofreu durante 04 anos essa violência. No caso dela o aborto pode ser feito com até 22 semanas de gestação, por se tratar para além de uma gravidez fruto de um estupro, também ser uma gravidez de alto risco pela idade da menina, portanto o aborto está seguindo as normas previstas por lei.
Desde de 1940, há examentamente 80 anos em caso de estupro, a gravidez por em risco a vida da mãe, ou o bebê ser anencéfalo, o aborto é permitido. Segundo o jornal El País (2020), ao cumprir a lei e realizar o procedimento, o caso se torna pedagógico para os hospitais públicos de cidades menores que se separam com casos dessa natureza. A cada hora, quatro meninas brasileiras de até 13 anos são estupradas, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, e a maioria dos crimes é cometido por um familiar. Em 2018, último dado disponível, foram mais de 66.000 estupros no Brasil, 53,8% de meninas com menos de 13 anos. São muitas violências cometidas contra as crianças em fase de crescimento e formação do corpo, isso é muita crueldade, os traumas que ficam são para sempre na vida das jovens e o atendimento psicológico, deve ser diário.
Temos conhecimento que as meninas e meninos de família de baixa renda são as mais vulneráveis a esse tipo de violência, ficam expostas sozinhas em casa, os pais saem para o trabalho e elas ficam só, os pedófilos se aproveitam desse momento, da fragilidade das crianças para cometer os abusos.
Estamos tendo conhecimento do embate que os conservadores, incluindo a bancada evangélica que tem se intensificado nos últimos anos no Brasil.
Neste dia 16 de agosto, dia em que estava previsto o aborto da menina legalizado pela justiça em uma clínica do Recife alguns ativistas radicais, orientados pela Bolsonarista Sara Winter e parlamentares da bancada fundamentalista religiosa se aglomeraram na porta da clínica chamando a equipe médica de assassinos e a própria criança de assassina, um verdadeiro absurdo, esses mesmos grupos não cobram por exemplo a prisão do estuprador e sequer o mesmo é exposto, como a menina foi. De forma criminosa Sara Winter divulgou dados sigilosos, de uma criança que estava sob a tutela do estado, expondo a criança e ameaçando a vida da mesma.
A hipocrisia do argumento do direito a vida, a situação que está sendo colocada hoje são dos mesmos conservadores que defendem um governo genocida, é o mesmo que defende a morte de milhões de pessoas em meio a pandemia, é o mesmo que diz que estamos enfrentando apenas uma gripezinha, os mesmos que defendem o porte de armas, são eles que discriminam as mulheres, agridem, são os que estão matando jovens negros e estão no congresso defendendo a retirada de direitos da classe trabalhadora, são dos mesmos conservadores que defendem um governo genocida, é o mesmo que defende a morte de milhões de pessoas em meio a pandemia, é o mesmo que diz que estamos enfrentando apenas uma gripezinha, os mesmos que defendem o porte de armas, são eles que discriminam as mulheres, agridem, são os que estão matando jovens negros e estão no congresso defendendo a retirada de direitos da classe trabalhadora, são esses que não disponibilizam políticas públicas para as mulheres terem direito de deixar seus filhos em segurança, em creches públicas.
Nós do MML sabemos que devemos construir uma grande unidade de mulheres trabalhadoras em torno da descriminalização do aborto, que este seja tutelado pelo estado de forma gratuita e segura. Nós mulheres somos donas dos nossos corpos e temos o direito de decidir sobre ele.
Estendemos toda nossa solidariedade a mãe e a menina de 10 anos.
#feminismoclassita
#pelodireitodedecidir
#pornossasvidas
#pordireitoaosnossoscorpos
#porabortolegaleseguro
#elatemapenas10anos
#estupradornaoepai
#prisaoparasarawinter
#prisaopararededentrodajusticaquedivilgouinformacoessigilosasdacriamcaparasarawinter
Campanha Nacional contra a violência à mulher trabalhadora
Chega da violência contra as mulheres!






