segunda-feira, 30 de março de 2015

NOTA EM SOLIDARIEDADE AS ESTUDANTES DA UFF: CAMILA MESSALIE E CAROLINA MELO

Por Movimento Mulheres em Luta de Campo dos Goytacazes - Rio de Janeiro

No dia 26 de março, a estudante da UFF Camila Messali, militante do MML foi agredida pelo Diretor do Polo Universitário de Campos dos Goytacazes, Profº Hernan Armando Mamani, durante uma manifestação referente ao “Dia Nacional em Defesa da Educação Pública”. 

A mobilização no campus universitário havia sido aprovada na Assembleia dos Estudantes realizada no dia 25/03, às 19h. Mesmo assim, o professor tentou forçar a entrada em um dos containers para realizar uma aula do Mestrado, jogando cadeiras e bancos para o alto. Em um desses bancos estava Camila Messali que foi arremessada junto com o banco e machucou o braço. Tamanha foi a violência do ato que o pé do banco foi quebrado com o arremesso. 

A atitude violenta e inconsequente do Diretor é mais um exemplo do avanço do machismo em nossa sociedade. Na universidade, as mulheres, sejam estudantes ou trabalhadoras, são cotidianamente vítimas de todos os tipos de discriminação e violência. A situação das condições de segurança no campus são as piores possíveis. Recentemente, a greve dos seguranças da UFF, que são terceirizados, revelou a vulnerabilidade a que estamos expostas, dadas as péssimas condições de trabalho e salário rebaixados dos mesmos. 

O machismo é uma prática presente inclusive no âmbito da acadêmica. É comum vermos professores gritando com estudantes, funcionárias e professoras. O assedio moral e sexual é constante em relação às servidoras e a desvalorização da produção científica das mulheres, infelizmente também é uma realidade. 

Por isso, nós do Movimento Mulheres em Luta exigimos a responsabilização do professor agressor. É inadmissível que o Diretor, que deveria ser o primeiro a zelar pela segurança das estudantes aja publicamente com violência, machucando uma aluna e fornecendo um péssimo exemplo para toda a comunidade acadêmica. Não podemos naturalizar essa agressão e muito menos passar a mão na cabeça do culpado por conta de sua impulsividade. A vítima foi Camila e esta merece toda nossa solidariedade e apoio. Não existem razões que justifiquem a violência contra as mulheres. 

Além disso, não poderíamos deixar de repudiar a atitude autoritária do diretor ao não respeitar uma manifestação pacífica dos estudantes contra os cortes de verbas da educação promovidos pelo Governo Dilma.

Como se não bastasse, mais uma vez, outra aluna da UFF/Campos, Carolina Melo, estudante do curso de Ciências Sociais foi vítima de machismo, impregnado de racismo, por parte da Polícia Militar de Campos dos Goytacazes, na noite do dia 27/03, quando estava confraternizando com amigos, em frente à um bar. Após Carolina reclamar com uma amiga que as luzes da viatura estava incomodando a mesma sofreu violência verbal e psicológica por parte dos policiais, que ainda não satisfeitos oprimiram o estudante que tentou defendê-la.

Aproveitamos o momento para afirmar que não importa se é diretor de ensino, policial ou deputado, ninguém calará nossa voz. O Movimento Mulheres em Luta convoca todas as companheiras para se organizar e fazermos um ato nas ruas. 

CHEGA DE MACHISMO, RACISMO E HOMOFOBIA!
FORA PM RACISTA/MACHISTA! PELA DESMILITARIZAÇÃO DA PM, JÁ!
CONTRA O MACHISMO NA UNIVERSIDADE!
CAMILA E CAROLINA: MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS!
MACHISTAS NÃO PASSARÃO!


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