Operárias inauguram sala da secretaria de mulheres do sindicato
Como já é tradição, as operárias da construção civil de Belém atenderam o chamado do sindicato para participar da atividade de mulheres em comemoração ao dia 08 de março.O debate aconteceu no último dia 18 e contou com a participação de 45 trabalhadoras da categoria, além de alguns convidados como companheiras da Associação dos funcionários da Funpapa, representante do MTST , o Movimento Mulheres em Luta e alguns companheiros dos canteiros de obras mais próximos.
Iniciamos a noite com um debate sobre o tema “o papel da mulher operaria na sociedade capitalista”. A professora da UFPA e participante do Movimento Mulheres em Luta- CSP/Conlutas, Socorro Aguiar, ressaltou o papel importante que cumpriu as mulheres em geral e as operarias na revolução do Egito, nas mobilizações da Europa e o papel que cumprirá a secretaria de mulheres do sindicato da construção civil na organização das mulheres de outras categorias, na cidade. Deusarina Santos- a Deusinha- coordenadora geral do sindicato, colocou a realidade das mulheres nos canteiros de obras e chamou as companheiras a se organizarem para a luta “Temos um governo de uma mulher (Dilma), mas ela não vai representar a nós trabalhadores, porque em dois meses já mostrou com o aumento absurdo do salário mínimo e com a proposta de uma nova reforma da previdência que não esta preocupada com a mulher trabalhadora. Por isso, nosso único caminho é a organização e a luta” afirmou deusinha.
Cleber Rabelo, da executiva da CSP-Conlutas e militante do PSTU, saudou a atividade e parabenizou as mulheres da categoria pela garra e coragem e disse ainda que “o sindicato tem grande responsabilidade de tocar as lutas especificas das companheiras junto com a secretaria de mulheres, porque hoje é impossível a classe trabalhadora ser vitoriosa sem a participação das mulheres”
Após esse momento foi realizada a inauguração da sala da secretaria de mulheres. Uma onda de emoção e euforia tomou conta do auditório, pois a sala leva o nome de uma das mais antigas operárias da categoria, exemplo de mulher trabalhadora e guerreira - “Tia Maria”.
Após receber a notícia e fazer a inauguração da sala, Tia Maria disse estar muito feliz com a homenagem e muito honrada de representar uma categoria lutadora como as mulheres da construção civil.
A secretaria de mulheres do sindicato foi encaminhamento do I encontro de mulheres trabalhadoras da construção civil de Belém, que aconteceu em Agosto de 2010, e se torna um importante instrumento de luta e organização de mulheres no estado, porque a conseqüência do movimento construído por operarias é de grande qualidade e serve de exemplo e incentivo para todas as outras categorias.
Marcela Azevedo, Movimento Mulheres em Luta
terça-feira, 22 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
08 de março: Dia internacional da mulher
Em 1910, a socialista alemã Clara Zetkin propôs na 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a criação do Dia Internacional da Mulher, em homenagem às 129 operárias da fábrica Cotton (EUA) assassinadas por reivindicar direitos, em 1857. A data ganhou importância em todo o mundo principalmente após o dia 8 de março de 1917, quando as trabalhadoras russas saíram às ruas e precipitaram as ações da revolução socialista.
Somos mulheres em Luta :contra o machismo e a exploração;em defesa da mulher trabalhadora!
No mês de março nós mulheres trabalhadoras estamos nas ruas, nas escolas, nas fábricas lutando contra o machismo e a exploração capitalista que atinge de forma mais cruel ás mulheres trabalhadoras.
Nossa luta é todo dia.Em 2011, pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher assumiu a presidência do país. Junto com ela, o maior número de ministras mulheres. Isso não é um fato menor no maior país católico do mundo, onde a cada duas horas a violência machista mata uma mulher. Um país em que elas são a maioria da população, estudam em média mais que os homens, mas ainda ocupam as profissões menos remuneradas e chegam a ganhar até 30% menos para fazer o mesmo trabalho.
Ao assumir o governo, Dilma garantiu aos seus pares um aumento significativo nos salários (62%), inclusive ao dela (132%). Enquanto isso, o salário mínimo teve aumento de apenas R$ 35. Um ataque direto às mulheres, que dentre os que recebem o mínimo representam 53%.
É preciso que sigamos, enquanto mulheres e trabalhadoras, reafirmando a necessidade de que nossas bandeiras feministas históricas seguem sendo nosso combustível para organização e luta das mulheres. Este novo governo nada de novo representa para as mulheres trabalhadoras.Já na campanha eleitoral representou um retrocesso em relação à uma reivindicação histórica das mulheres que é a legalização do aborto. Nossa luta pela libertação das mulheres segue e só poderá ser vitoriosa com o fim desse sistema de opressão e exploração em que vivemos.Não basta ser mulher para fazer avançar os direitos das trabalhadoras, é preciso ser classista e feminista.
Por isso, nossa luta precisa seguir e se fortalecer, nesse dia internacional das mulheres e em todos os dias de nossas vidas.
Construiremos atos unitários por todo país, em base á um programa antigovernista , que exija o reajuste imediato do salário mínimo para as mulheres e homens da classe trabalhadora, igual ao dos deputados,o direito às creches e licença maternidade ampliada, que exija a legalização do aborto já e o fim da violência.
Aumento de 62% do salário mínimo, o mesmo dos deputados!Pelo piso do Dieese;
Anticoncepcionais para não abortar. Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
Direito à maternidade: a) licença-maternidade de 6 meses para todas as trabalhadoras e estudantes, rumo a 1 ano; b) creche gratuitas e em período integral para todos os filhos da classe trabalhadora;
Pelo fim da violência contra a mulher! Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha! Construção de Casas-abrigo! Punição aos agressores!
Pelo fim da ocupação militar no Haiti. Fora as tropas brasileiras!
Solidariedade e apoio às revoluções árabes.
Ato em São Paulo:
12 de março
Concentração:09h, em frente à Igreja da Consolação, altura do n 605
Centro São paulo
Somos mulheres em Luta :contra o machismo e a exploração;em defesa da mulher trabalhadora!
No mês de março nós mulheres trabalhadoras estamos nas ruas, nas escolas, nas fábricas lutando contra o machismo e a exploração capitalista que atinge de forma mais cruel ás mulheres trabalhadoras.
Nossa luta é todo dia.Em 2011, pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher assumiu a presidência do país. Junto com ela, o maior número de ministras mulheres. Isso não é um fato menor no maior país católico do mundo, onde a cada duas horas a violência machista mata uma mulher. Um país em que elas são a maioria da população, estudam em média mais que os homens, mas ainda ocupam as profissões menos remuneradas e chegam a ganhar até 30% menos para fazer o mesmo trabalho.
Ao assumir o governo, Dilma garantiu aos seus pares um aumento significativo nos salários (62%), inclusive ao dela (132%). Enquanto isso, o salário mínimo teve aumento de apenas R$ 35. Um ataque direto às mulheres, que dentre os que recebem o mínimo representam 53%.
É preciso que sigamos, enquanto mulheres e trabalhadoras, reafirmando a necessidade de que nossas bandeiras feministas históricas seguem sendo nosso combustível para organização e luta das mulheres. Este novo governo nada de novo representa para as mulheres trabalhadoras.Já na campanha eleitoral representou um retrocesso em relação à uma reivindicação histórica das mulheres que é a legalização do aborto. Nossa luta pela libertação das mulheres segue e só poderá ser vitoriosa com o fim desse sistema de opressão e exploração em que vivemos.Não basta ser mulher para fazer avançar os direitos das trabalhadoras, é preciso ser classista e feminista.
Por isso, nossa luta precisa seguir e se fortalecer, nesse dia internacional das mulheres e em todos os dias de nossas vidas.
Construiremos atos unitários por todo país, em base á um programa antigovernista , que exija o reajuste imediato do salário mínimo para as mulheres e homens da classe trabalhadora, igual ao dos deputados,o direito às creches e licença maternidade ampliada, que exija a legalização do aborto já e o fim da violência.
Aumento de 62% do salário mínimo, o mesmo dos deputados!Pelo piso do Dieese;
Anticoncepcionais para não abortar. Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
Direito à maternidade: a) licença-maternidade de 6 meses para todas as trabalhadoras e estudantes, rumo a 1 ano; b) creche gratuitas e em período integral para todos os filhos da classe trabalhadora;
Pelo fim da violência contra a mulher! Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha! Construção de Casas-abrigo! Punição aos agressores!
Pelo fim da ocupação militar no Haiti. Fora as tropas brasileiras!
Solidariedade e apoio às revoluções árabes.
Ato em São Paulo:
12 de março
Concentração:09h, em frente à Igreja da Consolação, altura do n 605
Centro São paulo
História do MML: II Encontro Nacional de Mulheres da Conlutas
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| Cartaz de divulgação | ||
03/06/2010
• Clique aqui e baixe o documento do GT de Mulheres da Conlutas-SP para o encontro
Desde o vitorioso Encontro de Mulheres da Conlutas em 2008, que reuniu mais de mil mulheres trabalhadoras e da juventude de todo o país, foram realizados encontros, plenárias, reuniões em diversos estados no sentido de construir um movimento feminista e classista que seja um instrumento de organização para as mulheres da classe trabalhadora e da juventude.
Nestes anos, chamamos as organizações para construir atos do 8 de Março classista e feminista, participamos dos Fórum Social Mundial de Belém e Salvador promovendo oficinas com espaço para discussão sobre o machismo e a exploração e, neste ano, lançamos o “Manifesto Nacional de Luta por Creches e Pela Licença Maternidade de 6 meses para todas as trabalhadoras”.
A iniciativa das mulheres da Conlutas demonstrou que é possível construirmos um movimento feminista classista, independente dos governos e patrões. Agora, precisamos dar um passo a frente e organizar o Movimento Mulheres em Luta, para que ele se fortaleça. Esse é o objetivo do II Encontro de Mulheres da Conlutas.
Nossa atividade se dá no marco do processo de reorganização do movimento da classe trabalhadora no país. O Encontro, portanto, também está a serviço da construção de uma nova ferramenta para as trabalhadoras, trabalhadores e a juventude, através da unificação entre Conlutas e Intersindical. Desde já chamamos todas/os a discutirem nos estados, preparando as delegações para juntos construirmos um vitorioso Encontro!
Todas ao II Encontro de Mulheres da Conlutas!
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História do MML: Trabalhadoras da construção civil em Belém participam do 1º Encontro de Mulheres da categoria
Encontro foi realizado pelo Sindicato e Movimento Mulheres em Luta da Conlutas.
11/8/2010
Quarenta pessoas, entre elas 27 operárias da construção civil, participaram do 1º Encontro de Mulheres da categoria nesse dia 7 de agosto na sede do Sindicato em Belém. Além das operárias, estiveram como convidados: CSP- Conlutas, ANEL, Movimento Mulheres em Luta, MTL, além da companheira Ana Rosa, dirigente nacional do Movimento Mulheres em Luta da Conlutas.
O encontro durou o dia todo e contou com café da manhã para as operárias, creche para as crianças e almoço, além de uma sessão de vídeo e grupos de trabalho. O 1º Encontro teve como tema: “Operárias na luta, pela classificação profissional e contra a exploração capitalista”. Em Belém, as trabalhadoras da construção civil ainda não conseguiram sua classificação profissional, todas são serventes de pedreiro e mesmo aquelas que possuem cursos, não conseguem ascender profissionalmente. Além desta questão, há dentro dos canteiros de obras muitos casos de assédio moral e sexual a estas mulheres. Foi no sentido de tentar mudar esta situação que o encontro aconteceu.
Os candidatos estaduais do PSTU nas eleições do Pará também estiveram no encontro saudando as trabalhadoras. Cleber Rabelo, candidato do PSTU a governador, falou da importância das mulheres operárias. Sobre as candidatas da burguesia, Dilma Roussef, Marina Silva e Ana Júlia, Cleber ressaltou que não basta ser mulher, é preciso defender um programa para as trabalhadoras. Ângela Azevedo, candidata a deputada federal, também falou das candidaturas de mulheres que representam a burguesia e enfatizou a importância de sua candidatura como uma mulher da classe trabalhadora. Após as saudações, o encontro teve sua mesa de abertura composta por Ana Rosa do Movimento Mulheres em Luta Nacional, Josy Quemel do Movimento Mulheres em Luta do Pará e Deusarina Soares, a Deusinha, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil.
Ana Rosa falou da opressão histórica que sofre a mulher trabalhadora, sobretudo se for negra e lésbica. Com relação às trabalhadoras da construção civil disse: “As mulheres são invisíveis na construção civil” . Ela também falou sobre a organização das mulheres no sindicato: “O sindicato tem que ser um espaço político para as mulheres trabalhadoras” . Sobre o Encontro comentou: “O Encontro é fundamental, pois cada vez que um grupo de mulheres se reúne para se organizar, fortalece toda a categoria. Uma vitória das trabalhadoras, é uma vitória de toda a categoria” , falou Ana Rosa.
“O Pará é o 2º maior estado do Brasil na economia da Construção Civil” , segundo Josy Quemel do MML do Pará. Também segundo ela, para cada 270 homens num canteiro de obras existem 10 mulheres e a maioria não trabalha com carteira assinada. Deusinha, única mulher na direção do sindicato, também falou da pequena participação das mulheres: “Ainda é um setor predominantemente masculino” , disse.
Após a mesa, as trabalhadoras foram divididas em grupos de trabalho e formularam propostas para serem aprovadas na plenária final do encontro. Entre as propostas aprovadas, está a criação da Secretaria de Mulheres do Sindicato e o início de uma campanha pela classificação profissional para todas as trabalhadoras do setor. Ao final, as trabalhadoras e os convidados presentes comemoraram a realização do encontro em um coquetel animado
11/8/2010
Plenário do encontro de mulheres em Belém
Quarenta pessoas, entre elas 27 operárias da construção civil, participaram do 1º Encontro de Mulheres da categoria nesse dia 7 de agosto na sede do Sindicato em Belém. Além das operárias, estiveram como convidados: CSP- Conlutas, ANEL, Movimento Mulheres em Luta, MTL, além da companheira Ana Rosa, dirigente nacional do Movimento Mulheres em Luta da Conlutas.
O encontro durou o dia todo e contou com café da manhã para as operárias, creche para as crianças e almoço, além de uma sessão de vídeo e grupos de trabalho. O 1º Encontro teve como tema: “Operárias na luta, pela classificação profissional e contra a exploração capitalista”. Em Belém, as trabalhadoras da construção civil ainda não conseguiram sua classificação profissional, todas são serventes de pedreiro e mesmo aquelas que possuem cursos, não conseguem ascender profissionalmente. Além desta questão, há dentro dos canteiros de obras muitos casos de assédio moral e sexual a estas mulheres. Foi no sentido de tentar mudar esta situação que o encontro aconteceu.
Os candidatos estaduais do PSTU nas eleições do Pará também estiveram no encontro saudando as trabalhadoras. Cleber Rabelo, candidato do PSTU a governador, falou da importância das mulheres operárias. Sobre as candidatas da burguesia, Dilma Roussef, Marina Silva e Ana Júlia, Cleber ressaltou que não basta ser mulher, é preciso defender um programa para as trabalhadoras. Ângela Azevedo, candidata a deputada federal, também falou das candidaturas de mulheres que representam a burguesia e enfatizou a importância de sua candidatura como uma mulher da classe trabalhadora. Após as saudações, o encontro teve sua mesa de abertura composta por Ana Rosa do Movimento Mulheres em Luta Nacional, Josy Quemel do Movimento Mulheres em Luta do Pará e Deusarina Soares, a Deusinha, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil.
Ana Rosa falou da opressão histórica que sofre a mulher trabalhadora, sobretudo se for negra e lésbica. Com relação às trabalhadoras da construção civil disse: “As mulheres são invisíveis na construção civil” . Ela também falou sobre a organização das mulheres no sindicato: “O sindicato tem que ser um espaço político para as mulheres trabalhadoras” . Sobre o Encontro comentou: “O Encontro é fundamental, pois cada vez que um grupo de mulheres se reúne para se organizar, fortalece toda a categoria. Uma vitória das trabalhadoras, é uma vitória de toda a categoria” , falou Ana Rosa.
“O Pará é o 2º maior estado do Brasil na economia da Construção Civil” , segundo Josy Quemel do MML do Pará. Também segundo ela, para cada 270 homens num canteiro de obras existem 10 mulheres e a maioria não trabalha com carteira assinada. Deusinha, única mulher na direção do sindicato, também falou da pequena participação das mulheres: “Ainda é um setor predominantemente masculino” , disse.
Após a mesa, as trabalhadoras foram divididas em grupos de trabalho e formularam propostas para serem aprovadas na plenária final do encontro. Entre as propostas aprovadas, está a criação da Secretaria de Mulheres do Sindicato e o início de uma campanha pela classificação profissional para todas as trabalhadoras do setor. Ao final, as trabalhadoras e os convidados presentes comemoraram a realização do encontro em um coquetel animado
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História do MML: Movimento Mulheres em Luta realiza 1ª Plenária de Mulheres de BH e Região
1/9/2010
• A 1ª Plenária de Mulheres de BH e Região, realizada pelo Movimento Mulheres em Luta (MML), foi um sucesso que pretende se estender por outras regiões do estado e do país. No sábado, 28 de agosto de 2010, 42 trabalhadoras deram os primeiros passos para iniciar campanhas e organizar o MML na base, em Minas Gerais. As participantes representavam nove entidades sindicais das áreas de Educação, Saúde pública e privada e servidores públicos, duas ocupações urbanas e dois movimentos de oposição sindical da Região Metropolitana (RMBH), contando também com a presença de mulheres de Divinópolis e Juiz de Fora.
Na parte da manhã, as mulheres ouviram palestra e realizaram grupos de discussão sobre os dois eixos nacionais de campanha do ML, ligados diretamente à vida da mulher trabalhadora: direito à maternidade e violência. Na parte da tarde, a representante Ana Pagamucini, da Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas), falou sobre a importância e a necessidade de organizar um movimento de mulheres classista e combativo, aliado das lutas de todos os trabalhadores brasileiros e se contrapondo ao governismo que se instalou em boa parte dos movimentos feministas.
Ao final, a plenária votou as propostas de campanha e de organização elaboradas pelos grupos. As resoluções políticas foram baseadas em três eixos: aplicação imediata da licença-maternidade de seis meses para todas as mulheres, inclusive estudantes e trabalhadoras do setor informal, sem isenção fiscal e rumo a um ano; campanha unificada, em BH e cidades próximas, exigindo dos governos vagas nas creches públicas (educação infantil) para todos os filhos da classe trabalhadora, em tempo integral, gratuitas e de qualidade; pelo fim da violência contra a mulher, com destaque para a violência praticada pelas instituições e governos contra as mulheres que lutam. Ainda nesse ponto, as mulheres votaram denunciar a não aplicação da Lei Maria da Penha e exigir real investimento no combate à violência e assistência à mulher violentada.

Direção provisória eleita pela plenária
Entre as resoluções sobre a organização do MML em Minas, a Plenária da RMBH indicou a realização de plenárias no interior do Estado, como preparação para o Encontro Estadual de Mulheres, a se realizar no 1º semestre de 2011. Foi eleita uma direção estadual provisória, composta por dirigentes e ativistas, responsável por encaminhar as tarefas votadas na Plenária. Para garantir a independência financeira e política do MML, as mulheres mineiras definiram um formato de filiação individual e a realização periódica de campanhas financeiras.
• A 1ª Plenária de Mulheres de BH e Região, realizada pelo Movimento Mulheres em Luta (MML), foi um sucesso que pretende se estender por outras regiões do estado e do país. No sábado, 28 de agosto de 2010, 42 trabalhadoras deram os primeiros passos para iniciar campanhas e organizar o MML na base, em Minas Gerais. As participantes representavam nove entidades sindicais das áreas de Educação, Saúde pública e privada e servidores públicos, duas ocupações urbanas e dois movimentos de oposição sindical da Região Metropolitana (RMBH), contando também com a presença de mulheres de Divinópolis e Juiz de Fora.
Na parte da manhã, as mulheres ouviram palestra e realizaram grupos de discussão sobre os dois eixos nacionais de campanha do ML, ligados diretamente à vida da mulher trabalhadora: direito à maternidade e violência. Na parte da tarde, a representante Ana Pagamucini, da Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas), falou sobre a importância e a necessidade de organizar um movimento de mulheres classista e combativo, aliado das lutas de todos os trabalhadores brasileiros e se contrapondo ao governismo que se instalou em boa parte dos movimentos feministas.
Ao final, a plenária votou as propostas de campanha e de organização elaboradas pelos grupos. As resoluções políticas foram baseadas em três eixos: aplicação imediata da licença-maternidade de seis meses para todas as mulheres, inclusive estudantes e trabalhadoras do setor informal, sem isenção fiscal e rumo a um ano; campanha unificada, em BH e cidades próximas, exigindo dos governos vagas nas creches públicas (educação infantil) para todos os filhos da classe trabalhadora, em tempo integral, gratuitas e de qualidade; pelo fim da violência contra a mulher, com destaque para a violência praticada pelas instituições e governos contra as mulheres que lutam. Ainda nesse ponto, as mulheres votaram denunciar a não aplicação da Lei Maria da Penha e exigir real investimento no combate à violência e assistência à mulher violentada.
Direção provisória eleita pela plenária
Entre as resoluções sobre a organização do MML em Minas, a Plenária da RMBH indicou a realização de plenárias no interior do Estado, como preparação para o Encontro Estadual de Mulheres, a se realizar no 1º semestre de 2011. Foi eleita uma direção estadual provisória, composta por dirigentes e ativistas, responsável por encaminhar as tarefas votadas na Plenária. Para garantir a independência financeira e política do MML, as mulheres mineiras definiram um formato de filiação individual e a realização periódica de campanhas financeiras.
História do MML: Movimento Mulheres em Luta faz ato por creche na Zona Sul de São José dos Campos
18/12/2009

Trabalhadoras protocolaram na Assecre um pedido de reunião para discutir o assunto
Um grupo com cerca de 50 mulheres, que integram o Movimento “Mulheres em Luta”, da Conlutas, fizeram um ato ontem, dia 16, em frente à sede da Assecre (Associação dos Empresários das Chácaras Reunidas).
Com faixas e cartazes, a manifestação reivindicou creches para as trabalhadoras da zona sul, região que concentra centenas de empresas metalúrgicas e empregam muitas mulheres. O ato contou com metalúrgicas, aposentadas, trabalhadoras dos Correios e mulheres da ocupação Pinheirinho.
O ato terminou após as manifestantes protocolarem na Assecre um pedido de reunião com os empresários, para discutir uma pauta de reivindicações do movimento, que inclui a garantia de creches nos locais de trabalho; ampliação do pagamento do auxílio-creche de 18 meses para seis anos; estabilidade às trabalhadoras após a gravidez por dois anos e licença-maternidade de seis meses, rumo a um ano e obrigatória para todas as empresas sem necessidade de isenção fiscal.
“A concessão deste direito, apesar de ser uma da importante necessidade e ser previsto em lei, não é cumprida por grande parte da empresas. Ao contrário, muitas fábricas não cumprem sequer o pagamento do auxílio-creche, que ainda é mínimo”, disse a diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região Rosângela Calzavara.

“O ato foi vitorioso e um primeiro passo de uma ampla campanha por creches que vamos iniciar em toda a região”, afirmou.
Em janeiro, para conhecer melhor a realidade das trabalhadoras, o Movimento Mulheres em Luta iniciará um cadastro com todas as trabalhadoras da zona sul para levantar o número exato de mulheres que precisam de creche, além do número de vagas necessárias para atender à demanda.
O início da campanha foi uma decisão tomada por trabalhadoras de várias categorias do Vale do Paraíba, como metalúrgicas, de empresas do setor químico, de alimentação, entre outras, no 1º Encontro de Mulheres Trabalhadoras. Realizado no dia 28 de novembro, o encontro lançou o Movimento Mulheres em Luta, para encaminhar as mobilizações em defesa das trabalhadoras.
Trabalhadoras protocolaram na Assecre um pedido de reunião para discutir o assunto
Um grupo com cerca de 50 mulheres, que integram o Movimento “Mulheres em Luta”, da Conlutas, fizeram um ato ontem, dia 16, em frente à sede da Assecre (Associação dos Empresários das Chácaras Reunidas).
Com faixas e cartazes, a manifestação reivindicou creches para as trabalhadoras da zona sul, região que concentra centenas de empresas metalúrgicas e empregam muitas mulheres. O ato contou com metalúrgicas, aposentadas, trabalhadoras dos Correios e mulheres da ocupação Pinheirinho.
O ato terminou após as manifestantes protocolarem na Assecre um pedido de reunião com os empresários, para discutir uma pauta de reivindicações do movimento, que inclui a garantia de creches nos locais de trabalho; ampliação do pagamento do auxílio-creche de 18 meses para seis anos; estabilidade às trabalhadoras após a gravidez por dois anos e licença-maternidade de seis meses, rumo a um ano e obrigatória para todas as empresas sem necessidade de isenção fiscal.
“A concessão deste direito, apesar de ser uma da importante necessidade e ser previsto em lei, não é cumprida por grande parte da empresas. Ao contrário, muitas fábricas não cumprem sequer o pagamento do auxílio-creche, que ainda é mínimo”, disse a diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região Rosângela Calzavara.
“O ato foi vitorioso e um primeiro passo de uma ampla campanha por creches que vamos iniciar em toda a região”, afirmou.
Em janeiro, para conhecer melhor a realidade das trabalhadoras, o Movimento Mulheres em Luta iniciará um cadastro com todas as trabalhadoras da zona sul para levantar o número exato de mulheres que precisam de creche, além do número de vagas necessárias para atender à demanda.
O início da campanha foi uma decisão tomada por trabalhadoras de várias categorias do Vale do Paraíba, como metalúrgicas, de empresas do setor químico, de alimentação, entre outras, no 1º Encontro de Mulheres Trabalhadoras. Realizado no dia 28 de novembro, o encontro lançou o Movimento Mulheres em Luta, para encaminhar as mobilizações em defesa das trabalhadoras.
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História do MML: Trabalhadoras da saúde fazem encontro de mulheres em Minas
Setenta trabalhadoras da saúde estiveram presentes, nos dias 16 e 17 de janeiro, no I Encontro de Mulheres da Saúde, em Betim
7hs da manhã. Mulheres chegam, com os olhos cansados, filhos no colo, malas nas mãos e muita disposição. Sim, elas são exploradas pelos patrões. Muitas passaram a noite inteira trabalhando. E não, elas não se rendem: juntam suas coisas, pegam os seus filhos e vão para a Praça da Estação, em Belo Horizonte, esperar um lugar entre os três ônibus que vão ao I Encontro de Mulheres da Saúde.
São 70 mulheres que trocaram de plantão, abriram mão do dia de folga ou passaram o turno da noite trabalhando para se organizarem contra a exploração dos patrões e a opressão machista. A maioria não trabalha em menos do que dois hospitais e não tem menos que dois filhos. No total, 105 crianças.
Auxiliares e técnicas de enfermagem, higienizadoras e profissionais da limpeza, em grande parte, e recepcionistas e telefonistas em menor número, participaram das atividades da manhã. Esta primeira parte foi toda construída à base de dinâmica, visando a conceituação e formação política trabalhando temas como opressão, exploração, sexo, gênero, capitalismo e socialismo.
Em seguida, a mesa de conjuntura composta por Iani, do Movimento Quilombo Raça e Classe, Rosângela, do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e Ana Pagamunici, da direção nacional da Conlutas expôs a realidade da mulher trabalhadora no Brasil e no mundo.
A mulher trabalhadora da saúde
No geral, 50% da classe trabalhadora são mulheres. Na área da saúde, elas compõem 80% da mão-de-obra. Portanto, as marcas da opressão e da superexploração são muito mais gritantes.
Nos hospitais, acontece um fenômeno esclarecedor: o dono da empresa, na maioria dos casos, é homem. No entanto, as chefias de setor distribuídas por todo hospital são mulheres.
O fato de estas chefias serem mulheres não diminui a opressão, inclusive o próprio assédio moral contra as trabalhadoras da saúde. Muito pelo contrário, o fato das superiores serem mulheres acentua ainda mais o preconceito. “Minha chefe sempre diz ‘não quero mulher gorda e velha’, se ficar assim, vai ser mandada embora”, relata uma trabalhadora da limpeza. “As chefes mandam as ‘puxa-sacos’ saber tudo da vida da outra trabalhadora para desmoralizar na frente das outras”, denuncia a técnica de enfermagem.
Em relação à creche, a maioria dos hospitais ou não tem, ou oferece o auxílio-creche em quantia irrisória. E o pouco hospital que tem, vejam o que acontece: “Na Santa Casa [de Belo Horizonte] tem creche. Mas é só até 4 anos e para os filhos das chefes. Basta ficar na porta: é só carrão desfilando. A gente mesmo tem que deixar os filhos com a mãe, com o vizinho e se virar porque nunca tem vaga”, denuncia uma profissional da higienização.
Isto escancara um fenômeno que o Movimento Mulheres em Luta sempre ressalta: o corte classista do movimento feminista. Não basta ser mulher para avançar no combate à raiz da opressão. É preciso ser trabalhadora. Pois só ela e os homens trabalhadores serão capazes de destruir este sistema que oprime e explora.
Depoimento:
“A gente começa a perder o pensamento
“No [hospital] Felício Rocho, é proibido trocar plantão. Se acontecer qualquer catástrofe, não tem jeito, você tem que ir lá bater o cartão”, desabafa a auxiliar de enfermagem.
Helena* trabalhou em três hospitais durante cinco anos. “A gente começa a perder o pensamento. Era muito comum eu entrar no ônibus e não saber para onde eu estava indo. Tinha que ser tudo anotado em um papelzinho na bolsa. Se por acaso, eu o perdesse, ia parar no hospital errado”, conta a higienizadora.
Helena também contou a história de uma amiga que foi demitida por perder vários dias indo ao hospital errado: “Era dia dela ir em um, ela ia em outro. E assim sucessivamente. Até que ela foi faltando muito e não conseguia compensar os dias porque acumulava dos três hospitais. Eu a via entrar em desespero várias vezes. Hoje, ela faz tratamento sério para depressão”.
Quanto à Helena, ela afirma “agora só trabalho em dois, mas dobrado”, esclarece.
*nome fictício
Saúde que não é para todos, quem dirá para todas
“No hospital é assim: se você, paciente, tem convênio, entra pela porta da frente. Se você não tem, entra pela porta lateral. O cobertor para o convênio é o melhor; para o público é o pior; e por aí vai com alimentação, atendimento etc”, explicam as trabalhadoras.
Um fato alarmante é que a maioria das mulheres do setor da saúde privada não possui plano médico. “Se quisermos usar os serviços médicos da clínica ou hospital onde trabalhamos, temos que pagar. É descontado no nosso contracheque”, conta a trabalhadora.
Resoluções
A vitória do encontro expressou-se na disposição de muitas mulheres em construir o movimento Mulheres em Luta em seus hospitais. Uma comissão organizadora foi formada para tocar as campanhas do próximo período e construir um 8 de março feminista, classista e anti-governista.
Campanhas:
- Pela implantação de creches nos locais de trabalho e que elas atendam a todas as trabalhadoras (es). Contra a prioridade dos filhos de chefes e superiores nas creches!
- Inclusão da reivindicação da licença-maternidade de 6 meses, sem isenção fiscal, nas pautas de negociação com os hospitais, com mobilizações e campanhas específicas para isso.
- Pela redução da jornada para 30h, como medida que gera empregos e beneficia todos os trabalhadores, mas especialmente as trabalhadoras, esgotadas pela tripla jornada de trabalho.
- Combater e mobilizar contra o assédio moral e sexual freqüente no setor
- Organizar o 8 de março nas ruas.
7hs da manhã. Mulheres chegam, com os olhos cansados, filhos no colo, malas nas mãos e muita disposição. Sim, elas são exploradas pelos patrões. Muitas passaram a noite inteira trabalhando. E não, elas não se rendem: juntam suas coisas, pegam os seus filhos e vão para a Praça da Estação, em Belo Horizonte, esperar um lugar entre os três ônibus que vão ao I Encontro de Mulheres da Saúde.
São 70 mulheres que trocaram de plantão, abriram mão do dia de folga ou passaram o turno da noite trabalhando para se organizarem contra a exploração dos patrões e a opressão machista. A maioria não trabalha em menos do que dois hospitais e não tem menos que dois filhos. No total, 105 crianças.
Auxiliares e técnicas de enfermagem, higienizadoras e profissionais da limpeza, em grande parte, e recepcionistas e telefonistas em menor número, participaram das atividades da manhã. Esta primeira parte foi toda construída à base de dinâmica, visando a conceituação e formação política trabalhando temas como opressão, exploração, sexo, gênero, capitalismo e socialismo.
Em seguida, a mesa de conjuntura composta por Iani, do Movimento Quilombo Raça e Classe, Rosângela, do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e Ana Pagamunici, da direção nacional da Conlutas expôs a realidade da mulher trabalhadora no Brasil e no mundo.
A mulher trabalhadora da saúde
No geral, 50% da classe trabalhadora são mulheres. Na área da saúde, elas compõem 80% da mão-de-obra. Portanto, as marcas da opressão e da superexploração são muito mais gritantes.
Nos hospitais, acontece um fenômeno esclarecedor: o dono da empresa, na maioria dos casos, é homem. No entanto, as chefias de setor distribuídas por todo hospital são mulheres.
O fato de estas chefias serem mulheres não diminui a opressão, inclusive o próprio assédio moral contra as trabalhadoras da saúde. Muito pelo contrário, o fato das superiores serem mulheres acentua ainda mais o preconceito. “Minha chefe sempre diz ‘não quero mulher gorda e velha’, se ficar assim, vai ser mandada embora”, relata uma trabalhadora da limpeza. “As chefes mandam as ‘puxa-sacos’ saber tudo da vida da outra trabalhadora para desmoralizar na frente das outras”, denuncia a técnica de enfermagem.
Em relação à creche, a maioria dos hospitais ou não tem, ou oferece o auxílio-creche em quantia irrisória. E o pouco hospital que tem, vejam o que acontece: “Na Santa Casa [de Belo Horizonte] tem creche. Mas é só até 4 anos e para os filhos das chefes. Basta ficar na porta: é só carrão desfilando. A gente mesmo tem que deixar os filhos com a mãe, com o vizinho e se virar porque nunca tem vaga”, denuncia uma profissional da higienização.
Isto escancara um fenômeno que o Movimento Mulheres em Luta sempre ressalta: o corte classista do movimento feminista. Não basta ser mulher para avançar no combate à raiz da opressão. É preciso ser trabalhadora. Pois só ela e os homens trabalhadores serão capazes de destruir este sistema que oprime e explora.
Depoimento:
“A gente começa a perder o pensamento
“No [hospital] Felício Rocho, é proibido trocar plantão. Se acontecer qualquer catástrofe, não tem jeito, você tem que ir lá bater o cartão”, desabafa a auxiliar de enfermagem.
Helena* trabalhou em três hospitais durante cinco anos. “A gente começa a perder o pensamento. Era muito comum eu entrar no ônibus e não saber para onde eu estava indo. Tinha que ser tudo anotado em um papelzinho na bolsa. Se por acaso, eu o perdesse, ia parar no hospital errado”, conta a higienizadora.
Helena também contou a história de uma amiga que foi demitida por perder vários dias indo ao hospital errado: “Era dia dela ir em um, ela ia em outro. E assim sucessivamente. Até que ela foi faltando muito e não conseguia compensar os dias porque acumulava dos três hospitais. Eu a via entrar em desespero várias vezes. Hoje, ela faz tratamento sério para depressão”.
Quanto à Helena, ela afirma “agora só trabalho em dois, mas dobrado”, esclarece.
*nome fictício
Saúde que não é para todos, quem dirá para todas
“No hospital é assim: se você, paciente, tem convênio, entra pela porta da frente. Se você não tem, entra pela porta lateral. O cobertor para o convênio é o melhor; para o público é o pior; e por aí vai com alimentação, atendimento etc”, explicam as trabalhadoras.
Um fato alarmante é que a maioria das mulheres do setor da saúde privada não possui plano médico. “Se quisermos usar os serviços médicos da clínica ou hospital onde trabalhamos, temos que pagar. É descontado no nosso contracheque”, conta a trabalhadora.
Resoluções
A vitória do encontro expressou-se na disposição de muitas mulheres em construir o movimento Mulheres em Luta em seus hospitais. Uma comissão organizadora foi formada para tocar as campanhas do próximo período e construir um 8 de março feminista, classista e anti-governista.
Campanhas:
- Pela implantação de creches nos locais de trabalho e que elas atendam a todas as trabalhadoras (es). Contra a prioridade dos filhos de chefes e superiores nas creches!
- Inclusão da reivindicação da licença-maternidade de 6 meses, sem isenção fiscal, nas pautas de negociação com os hospitais, com mobilizações e campanhas específicas para isso.
- Pela redução da jornada para 30h, como medida que gera empregos e beneficia todos os trabalhadores, mas especialmente as trabalhadoras, esgotadas pela tripla jornada de trabalho.
- Combater e mobilizar contra o assédio moral e sexual freqüente no setor
- Organizar o 8 de março nas ruas.
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