quarta-feira, 30 de abril de 2014

1º de Maio: mulheres trabalhadoras na luta contra as injustiças da Copa e por direitos!

Desde junho de 2013 o país vive uma realidade de muitas manifestações de rua, protestos nas redes sociais e mobilizações de diversos setores os quais se refletiram em importantes vitórias para a população. O ano de 2014 não tem sido diferente, com o elemento de que a classe trabalhadora entra em cena com peso a partir de fortes greves como a dos rodoviários de Porto alegre, dos operários do COMPERJ, dos garis do RJ e mais recentemente dos servidores públicos federais e da Educação.

Além disso, também protagonizamos importantes lutas contra as opressões com os rolezinhos, os atos classistas de 08 de Março, as manifestações de diversas comunidades periféricas denunciando a violência policial contra a população negra. O encontro do Espaço de Unidade de Ação, realizado em Março, reafirmou o compromisso com as lutas contra as injustiças da copa que vêm sendo sentidas por todos os trabalhadores e a população pobre do país. Essas diversas mobilizações apontaram que a luta é uma necessidade e as vitórias são possíveis de serem arrancadas.



É por isso que neste dia 1º de maio, dia internacional dos trabalhadores, queremos reproduzir essa força e essa unidade, com luta, combatividade e independência. Parte dos desafios das nossas lutas é se enfrentar com o governo do PT, um partido que vem demonstrando cada vez mais claramente que abandonou a luta dos trabalhadores e que é hoje o principal responsável pela implementação de grandes ataques sobre a classe trabalhadora e pelo enriquecimento da burguesia brasileira.

Diversas centrais sindicais, ligadas ao Governo, transformaram seus atos de 1º de maio em uma grande festa, com comemorações aliadas aos patrões, descaracterizando um dia histórico de luta e reivindicações e transformando em dias em que grandes empresas buscam lucrar muito. Neste ano, certamente utilizarão este espaço para tentar convencer os trabalhadores dos benefícios da Copa e da emoção de receber esse megaevento no país, como parte da política de defender o governo do PT.

É por isso que no 1º de maio nós, do Movimento Mulheres em Luta, reafirmamos a necessidade de luta e organização independente de homens e mulheres trabalhadores, colocando nas manifestações as lutas, campanhas e reivindicações que estão na ordem do dia. Para as mulheres trabalhadoras isso não deve ser diferente. Da mesma forma que nos esforçamos para fazer o dia internacional das mulheres, o 8 de março, como um dia de luta, queremos colocar toda nossa garra e disposição para fazer também do 1º de maio um dia de luta classista, independente dos governos e dos patrões.

Seguir a luta contra a violência às mulheres

A realidade de violência contra as mulheres é crescente e cada vez mais alarmante! Acompanhamos a naturalização dessa violência com propagandas como a do metrô de São Paulo que afirma que “trem lotado é bom xavecar mulheres”, ou a pesquisa do IPEA que apontava que uma parcela significativa da população defende que o tipo de roupa de uma mulher valida um estupro. A combinação nefasta do machismo com o racismo e a homofobia coloca as mulheres negras e as transexuais como o alvo principal da exploração sexual que se anuncia como uma das mazelas que vai se aprofundar durante a copa. E infelizmente, O governo Dilma mesmo sendo de uma mulher, não vem priorizando políticas que respondam as demandas das mulheres em situação de violência.


A lei Maria da Penha não vem sendo implementada de fato, o orçamento da pasta de políticas para mulheres só diminui, e o investimento do governo para cada mulher vítima de violência, nos últimos dez anos, foi de apenas R$0,26 centavos. Por isso, essa luta é de toda a classe trabalhadora, por que são as mulheres da nossa classe as principais vítimas dessa violência!

Na Copa vai ter luta!

Diversas manifestações já foram realizadas contra as injustiças da copa. A paixão dos brasileiros pelo futebol não os impede de ver as contradições que ocorrem com a realização desse megaevento em nosso país. Os investimentos realizados pelo governo na estrutura dos estádios, não impediram a morte de vários operários, nem o despejo de centenas de famílias dos arredores desses estabelecimentos. Como resposta aos questionamentos da população, o Governo Dilma aprovou a Lei anti-terror que criminaliza os movimentos sociais e tentar impedir sua manifestação. Por isso, neste 1º de Maio devemos reafirmar a luta contra essas injustiças e exigir a inversão de prioridades nos investimentos para saúde, educação, moradia, transporte e no combate a violência contra a mulher, dentre outros.



Participe em seu estado - Atos pelo país vão se contrapor as péssimas condições de trabalho a que os trabalhadores ainda são submetidos. Se integre em seu estado. Confira os informes que já chegaram. - See more at: http://cspconlutas.org.br/2014/04/1-de-maio-dia-de-luta-dos-trabalhadores/#sthash.sj7r5jCX.dpuf
Participe dos atos classistas no seu estado! Confira no site da CSP Conlutas os informes dos atos em todo o país: http://cspconlutas.org.br/2014/04/1-de-maio-dia-de-luta-dos-trabalhadores/
Participe em seu estado - Atos pelo país vão se contrapor as péssimas condições de trabalho a que os trabalhadores ainda são submetidos. Se integre em seu estado. Confira os informes que já chegaram. - See more at: http://cspconlutas.org.br/2014/04/1-de-maio-dia-de-luta-dos-trabalhadores/#sthash.sj7r5jCX.dpufhttp://cspconlutas.org.br/

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Repercussão internacional do Movimento Mulheres em Luta

Campanha de entrega dos alfinetes foi citada em matéria feita pela colunista Vanessa Bárbara para a página do New York Times no dia 23 de abril.

"Here in São Paulo, according to the United Nations, a woman is assaulted every 15 seconds. We’ve recently seen an outbreak of sexual harassment cases in the subway; a feminist group even handed out needles to female passengers, advising the women to defend themselves."

"Aqui em São Paulo, de acordo com a ONU, uma mulher é violentada a cada 15 segundos. Vimos recentemente um surto de estupros no metrô; um grupo feminista inclusive distribuiu alfinetes para as passageiras mulheres, aconselhando-as a se defenderem"

Confira a matéria na íntegra no site:

http://www.nytimes.com/2014/04/24/opinion/barbara-life-as-a-brazilian-woman.html?smid=fb-nytimes&WT.z_sma=OP_LAA_20140427&bicmp=AD&bicmlukp=WT.mc_id&bicmst=1388552400000&bicmet=1420088400000&_r=3

quarta-feira, 23 de abril de 2014

ELA NÃO TEM MEDO DOS VALENTÕES

As mulheres de um bairro carente de Campinas se organizaram para impedir a violência doméstica. Lá, homem que bate fica sem sexo. E pode apanhar  - Por  THAIS LAZZERI


O sotaque cearense não sumiu em dez anos no Estado de São Paulo. O ritmo acelerado da líder comunitária e cozinheira Maria do Carmo Pereira de Sousa, de 44 anos, está em sua voz, que não se calou para as agressões contra mulheres no Jardim Colúmbia, uma área carente na periferia de Campinas, em São Paulo. Sem Twitter ou Facebook, Maria do Carmo montou um grupo de autoajuda que reúne 200 mulheres que lutam contra a violência doméstica. O trabalho ganhou destaque porque elas não apenas falam, mas agem de diferentes maneiras contra os agressores. “Quando as moradoras perceberam que quem estava com a gente não apanhava, se juntaram”, diz Maria do Carmo. Na quarta-feira passada, a voz de Maria foi ouvida fora de sua comunidade. Chegou à Universidade Estadual de Campinas, espaço onde ela depôs no primeiro fórum sobre violência contra a mulher. 


Maria do Carmo foi uma das primeiras a chegar à comunidade, em 2008, depois da morte de um filho, vítima de dengue no Rio de Janeiro. Hoje, há cerca de 200 casas. De líder para assuntos sobre a posse da terra – o terreno onde vivem foi invadido –, ela avançou para dentro das casas na primeira vez que viu a violência de perto. O rosto de uma moradora da comunidade foi queimado. Para Maria do Carmo, ela disse que encostara o rosto no fogão. Não contou que o marido a arrastara e segurara seu rosto até ser consumido pelas chamas. Revoltada com a violência e a impunidade, Maria do Carmo organizou um grupo de 12 mulheres, para coibir os abusos.


A primeira vítima a defender apareceu no fim de semana seguinte. Maria do Carmo diz que os homens, no fim de semana, chegam em casa bêbados, com vontade de bater. Os gritos de uma moradora encheram a madrugada, e o grupo de mulheres – que Maria do Carmo chama de “chapa” – reagiu. Elas enfrentaram a raiva do agressor e conseguiram contê-lo. Ali mesmo, decidiram uma punição para o sujeito: 15 dias sem direito a lazer, bebidas alcoólicas e sexo. A regra vale até hoje, pouco menos de dois anos depois. “Homem só transa se a mulher quiser. Se não, é estupro”, afirma. As mulheres de Campinas seguem, assim, as mulheres de Atenas da peça Lisístrata, de Aristófanes, escrita em 411 a.C. As atenienses da ficção se recusaram a fazer sexo enquanto a guerra contra Esparta prosseguisse – e conseguiram a paz. Na literatura, Jorge Amado descreveu, no romance Tereza Batista cansada de guerra, uma greve das prostitutas de Salvador liderada pela personagem-título do livro. Coube à ativista liberiana Leymah Gbowe levar essa ideia para a vida real. Em 2002, ela passou a pregar a greve do sexo como forma de dar fim à guerra civil que consumia seu país. O conflito terminou no ano seguinte, e Leymah recebeu o Nobel da Paz.

A “chapa” de Maria do Carmo vai além. Em alguns casos, o agressor de mulheres apanha das mulheres. Bater, afirma Maria, foi o jeito encontrado por elas para amedrontar os recalcitrantes. Ela justifica esse comportamento condenável pela falta de alternativas. “A polícia não se interessa por mulher que apanha”, diz. "A polícia não se interessa por mulher que apanha. Aqui, nós mesmas resolvemos o problema"
Maria do Carmo Pereira de Sousa, líder comunitária.
Para a secretária executiva da Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, a sensação de impunidade sentida por Maria do Carmo e seu grupo tem duas razões. A primeira é a lentidão da Justiça brasileira. O caso da atriz Luana Piovani, agredida pelo também ator Dado Dolabella, levou cinco anos. O segundo motivo é a falta de informação quanto à legislação. A Lei Maria da Penha, de 2006, é reconhecida erroneamente como a lei que prende o agressor. “Se não for flagrante ou descumprimento da decisão do juiz, o homem permanece em liberdade”, afirma Aparecida.
O método de ação direta das mulheres de Campinas tem seus próprios problemas. Maria do Carmo conta que na semana passada, depois de sete meses sem nenhuma queixa, a “chapa” voltou a agir num caso em que um dos moradores foi acusado de trair a mulher com uma vizinha. Ele apanhou e foi expulso. “Não batemos para machucar. É só para passar vergonha”, diz Maria do Carmo. De defensor da integridade física das mulheres, o grupo passou a defender a honra delas. Trata-se de um abuso evidente de poder, que pode ter consequências perversas.
Maria do Carmo diz que seus métodos funcionam: “Os homens amansaram”.   




Matéria da Época, retirada da página: http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2014/04/bela-nao-tem-medob-dos-valentoes.html no dia 23/04/2014 às 11h

segunda-feira, 21 de abril de 2014

LUTAR NÃO É CRIME! Audiência Pública sobre a Criminalização dos Movimentos Sociais

CONVOCATÓRIA

A escalada repressiva avança exponencialmente. Só este ano, foram mais de 400 prisões. Arbitrariedades, monitoramento de ativistas, inquéritos, processos e prisões são cada vez mais comuns. Só em São Paulo, há um inquérito que investiga, monitora e persegue mais de 130 ativistas. O inquérito 01/2013 baseia-se na lei de organizações criminosas, acusação pela qual já respondem em júri companheiros de Porto Alegre e Campinas. A repressão avança para que o movimento recue. É preciso dizer basta: Chega de prisões e inquéritos! Suas balas não atingem nossos sonhos! LUTAR NÃO É CRIME!

Audiência Pública sobre a Criminalização dos Movimentos Sociais - LUTAR NÃO É CRIME
Quando: Dia 22 de abril, terça-feira, às 19h.
Onde: Auditório Externo da Câmara dos Vereadores de São Paulo - Viaduto Jacareí, 100

Assinam a convocatória:

- Advogados Ativistas
- ANEL - Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre
- CAS - Coletivo de Artistas Socialistas
- CEDHRO - Centro de Direitos Humanos da Região Oeste
- Comitê Contra o Genocídio
- CSP - Conlutas
- Instituto Zequinha Barreto
- JSOL - Juventude Socialismo e Liberdade
- Juntos
- Luta Popular
- MML - Movimento Mulheres em Luta
- MMRC - Movimento de Moradia da Região Centro
- Oposição Alternativa da APEOSP - SP
- PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
- RUA
- Sindicato dos Advogados
- Sindicato dos Metalúrgicos de SJC
- Sindicato dos Metroviários de São Paulo
- SINDSEF - Sindicato dos Servidores Públicos Federais
- SINTRAJUD - Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário
- SINTUSP - Sindicato dos Trabalhadores da USP
- Terra Livre



CONVOCATÓRIA

A escalada repressiva avança exponencialmente. Só este ano, foram mais de 400 prisões. Arbitrariedades, monitoramento de ativistas, inquéritos, processos e prisões são cada vez mais comuns. Só em São Paulo, há um inquérito que investiga, monitora e persegue mais de 130 ativistas. O inquérito 01/2013 baseia-se na lei de organizações criminosas, acusação pela qual já respondem em júri companheiros de Porto Alegre e Campinas. A repressão avança para que o movimento recue. É preciso dizer basta: Chega de prisões e inquéritos! Suas balas não atingem nossos sonhos! LUTAR NÃO É CRIME!

Audiência Pública sobre a Criminalização dos Movimentos Sociais – LUTAR NÃO É CRIME
Quando: Dia 22 de abril, terça-feira, às 19h.
Onde: Auditório Externo da Câmara dos Vereadores de São Paulo – Viaduto Jacareí, 100, Centro – São Paulo

Assinam a convocatória:

- Advogados Ativistas
- ANEL – Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre
- CAS – Coletivo de Artistas Socialistas
- CEDHRO – Centro de Direitos Humanos da Região Oeste
- Comitê Contra o Genocídio
- CSP – Conlutas
- Instituto Zequinha Barreto
- JSOL – Juventude Socialismo e Liberdade
- Luta Popular
- MML – Movimento Mulheres em Luta
- MMRC – Movimento de Moradia da Região Centro
- Oposição Alternativa da APEOSP – SP
- PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
- RUA – Juventude Anticapitalista
- Sindicato dos Advogados
- Sindicato dos Metalúrgicos de SJC
- Sindicato dos Metroviários de São Paulo
- SINDSEF – Sindicato dos Servidores Públicos Federais
- SINTRAJUD – Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário
- SINTUSP – Sindicato dos Trabalhadores da USP
- Terra Livre

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CONVOCATÓRIA

A escalada repressiva avança exponencialmente. Só este ano, foram mais de 400 prisões. Arbitrariedades, monitoramento de ativistas, inquéritos, processos e prisões são cada vez mais comuns. Só em São Paulo, há um inquérito que investiga, monitora e persegue mais de 130 ativistas. O inquérito 01/2013 baseia-se na lei de organizações criminosas, acusação pela qual já respondem em júri companheiros de Porto Alegre e Campinas. A repressão avança para que o movimento recue. É preciso dizer basta: Chega de prisões e inquéritos! Suas balas não atingem nossos sonhos! LUTAR NÃO É CRIME!

Audiência Pública sobre a Criminalização dos Movimentos Sociais – LUTAR NÃO É CRIME
Quando: Dia 22 de abril, terça-feira, às 19h.
Onde: Auditório Externo da Câmara dos Vereadores de São Paulo – Viaduto Jacareí, 100, Centro – São Paulo

Assinam a convocatória:

- Advogados Ativistas
- ANEL – Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre
- CAS – Coletivo de Artistas Socialistas
- CEDHRO – Centro de Direitos Humanos da Região Oeste
- Comitê Contra o Genocídio
- CSP – Conlutas
- Instituto Zequinha Barreto
- JSOL – Juventude Socialismo e Liberdade
- Luta Popular
- MML – Movimento Mulheres em Luta
- MMRC – Movimento de Moradia da Região Centro
- Oposição Alternativa da APEOSP – SP
- PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
- RUA – Juventude Anticapitalista
- Sindicato dos Advogados
- Sindicato dos Metalúrgicos de SJC
- Sindicato dos Metroviários de São Paulo
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CONVOCATÓRIA

A escalada repressiva avança exponencialmente. Só este ano, foram mais de 400 prisões. Arbitrariedades, monitoramento de ativistas, inquéritos, processos e prisões são cada vez mais comuns. Só em São Paulo, há um inquérito que investiga, monitora e persegue mais de 130 ativistas. O inquérito 01/2013 baseia-se na lei de organizações criminosas, acusação pela qual já respondem em júri companheiros de Porto Alegre e Campinas. A repressão avança para que o movimento recue. É preciso dizer basta: Chega de prisões e inquéritos! Suas balas não atingem nossos sonhos! LUTAR NÃO É CRIME!

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Quando: Dia 22 de abril, terça-feira, às 19h.
Onde: Auditório Externo da Câmara dos Vereadores de São Paulo – Viaduto Jacareí, 100, Centro – São Paulo

Assinam a convocatória:

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- CSP – Conlutas
- Instituto Zequinha Barreto
- JSOL – Juventude Socialismo e Liberdade
- Luta Popular
- MML – Movimento Mulheres em Luta
- MMRC – Movimento de Moradia da Região Centro
- Oposição Alternativa da APEOSP – SP
- PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
- RUA – Juventude Anticapitalista
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CONVOCATÓRIA

A escalada repressiva avança exponencialmente. Só este ano, foram mais de 400 prisões. Arbitrariedades, monitoramento de ativistas, inquéritos, processos e prisões são cada vez mais comuns. Só em São Paulo, há um inquérito que investiga, monitora e persegue mais de 130 ativistas. O inquérito 01/2013 baseia-se na lei de organizações criminosas, acusação pela qual já respondem em júri companheiros de Porto Alegre e Campinas. A repressão avança para que o movimento recue. É preciso dizer basta: Chega de prisões e inquéritos! Suas balas não atingem nossos sonhos! LUTAR NÃO É CRIME!

Audiência Pública sobre a Criminalização dos Movimentos Sociais – LUTAR NÃO É CRIME
Quando: Dia 22 de abril, terça-feira, às 19h.
Onde: Auditório Externo da Câmara dos Vereadores de São Paulo – Viaduto Jacareí, 100, Centro – São Paulo

Assinam a convocatória:

- Advogados Ativistas
- ANEL – Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre
- CAS – Coletivo de Artistas Socialistas
- CEDHRO – Centro de Direitos Humanos da Região Oeste
- Comitê Contra o Genocídio
- CSP – Conlutas
- Instituto Zequinha Barreto
- JSOL – Juventude Socialismo e Liberdade
- Luta Popular
- MML – Movimento Mulheres em Luta
- MMRC – Movimento de Moradia da Região Centro
- Oposição Alternativa da APEOSP – SP
- PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
- RUA – Juventude Anticapitalista
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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Plenária do Movimento Mulheres em Luta no Maranhão

O Movimento Mulheres em Luta do Maranhão realizará mais uma plenária, dessa vez para discutir a violência contra a mulher no  Estado e pensar em iniciativas. Será quarta-feira dia 16 de abril às 17h30 no Sindicato dos Bancários do Maranhão, no centro de São Luís - Maranhão

Venha, participe! Só com muita organização e mobilização podemos combater o machismo e a exploração.

Chega de Estupros e Mortes! Merecemos uma vida sem Violência!

.
Participe!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Alfinetada no governo do estado, faz com que metrô lance campanha contra o assédio de mulheres!


Marcela Azevedo – Executiva Nacional do MML


O movimento mulheres em luta lançou a campanha “Não me encoxa, que eu não te furo”, em resposta a propaganda do Metrô e governo de São Paulo, veiculada na rádio Transamérica, na qual se afirmava que trem lotado era bom para “xavecar” mulheres. A entrega de alfinetes e material explicando a política do MML para o combate a violência contra as mulheres ganhou a simpatia das jovens e trabalhadoras que dependem do transporte público para se deslocar, além de ter uma repercussão rápida e intensa na mídia.

Campanha do MML: "Não me encoxa que eu não te furo!"


Infelizmente esse tema não é apropriado para piadas, como tentou justificar a empresa responsável pela propaganda citada acima. Somente em São Paulo já foram presos 17 homens este ano acusados de “encoxar” mulheres nos vagões, muitos desses casos chegaram ao extremo de estupro, sendo que há até uma pagina nas redes sociais com mais de 12 mil seguidores onde esse tipo de violência é incentivado.
Após a repercussão negativa da propaganda financiada pelo Metrô e da campanha de denúncia do MML acerca dessa situação, a mídia do metrô iniciou uma campanha na última sexta-feira contra o abuso sexual de mulheres, através de cartazes, comerciais e informativos aponta que tem 1000 seguranças treinados, disponibiliza um telefone e um espaço no site da companhia para denunciar tais casos.

Imagem da Campanha do Metrô de São Paulo

Não há dúvidas de que essa campanha do metrô foi uma vitória arrancada pela pressão do movimento. Contudo é necessário avançar em medidas mais contundentes para garantir a segurança das mulheres. Nós do Movimento Mulheres em Luta defendemos os vagões exclusivos para mulheres, como uma medida pontual, mas imediata, para evitar que as mulheres sejam violentadas. Defendemos mais investimentos nas políticas de combate a violência contra a mulher, uma vez que o Governo Dilma vem fazendo cortes significativos no orçamento dessa área.
Outro elemento fundamental é o investimento do governo do Estado na melhoria do transporte público. Homens e mulheres trabalhadoras são cotidianamente humilhados e desrespeitados quando vão ao trabalho ou voltam para casa, contudo para as mulheres essa situação é ainda mais desesperadora porque além do cansaço e do estresse que enfrentam no transporte coletivo, precisam se preocupar com o constrangimento e a agressão do abuso sexual. É bem verdade que vagão lotado não é justificativa para “encoxadores”, mas é um espaço que favorece esse tipo de prática.
A entrega dos alfinetes vão continuar, não porque achamos que vai resolver o problema, e sim porque queremos chamar a atenção das mulheres e dos homens para lutarem conosco para combater qualquer forma de violência contra as mulheres e para exigir dos governos uma política ampla e responsável nessa área.  

Campanha Nacional contra a violência à mulher trabalhadora

Campanha Nacional contra a violência à mulher trabalhadora

Chega da violência contra as mulheres!

Chega da violência contra as mulheres!